{"id":6155,"date":"2015-03-18T00:00:00","date_gmt":"2015-03-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6155"},"modified":"2021-04-05T16:38:03","modified_gmt":"2021-04-05T16:38:03","slug":"democracia-consenso-o-conflicto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/democracia-consenso-o-conflicto\/","title":{"rendered":"Democracia: consenso ou conflito?"},"content":{"rendered":"<p>A chamada (em termos medi\u00e1ticos) irrup\u00e7\u00e3o do Podemos no espa\u00e7o pol\u00edtico n\u00e3o s\u00f3 provocou uma grande agita\u00e7\u00e3o no tabuleiro pol\u00edtico - e veremos se tamb\u00e9m o remodelou -, como tamb\u00e9m provocou uma saud\u00e1vel aproxima\u00e7\u00e3o aos at\u00e9 ent\u00e3o claustrof\u00f3bicos debates acad\u00e9micos sobre, por exemplo, as diferentes formas de entender a democracia e os elementos que a devem constituir. \u00c9 verdade que em torno do Podemos h\u00e1 mais ru\u00eddo do que an\u00e1lise, mais \"f\u00faria\" do que reflex\u00e3o. Diz <strong><a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Ernesto_Laclau\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Laclau<\/a><\/strong>(autor de \"La raz\u00f3n populista\", a quem dedicaremos uma futura entrada neste blogue) que \"quem faz pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 aquele que joga dentro das regras do sistema, mas sim aquele que d\u00e1 um pontap\u00e9 no tabuleiro...\", e isso, dar um pontap\u00e9 no tabuleiro, \u00e9 o que muitos temem que o Podemos fa\u00e7a (ou j\u00e1 esteja a fazer) se as sondagens se confirmarem nas urnas. H\u00e1 medo, muito medo, e o medo ofusca, turva a nossa compreens\u00e3o, empurra-nos para fechar portas e janelas, isola-nos, brutaliza-nos, mergulha-nos numa espiral fantasm\u00e1tica e alucinat\u00f3ria, e liga-nos perigosamente \u00e0 mentira. Mas, no meio de toda a palha\u00e7ada jornal\u00edstica, no meio da simplicidade maliciosa de tantos analfabetos, talvez estejamos a criar espa\u00e7os de cidadania onde a discuss\u00e3o calma e a an\u00e1lise ponderada possam impor um dom\u00ednio civilizado sobre as explos\u00f5es de barb\u00e1rie. Parece claro que, se nem todas as fechaduras foram abertas, pelo menos certas solidez foram quebradas, e atrav\u00e9s dessas fendas a pol\u00edtica est\u00e1 a entrar, ou deveria entrar, mais uma vez, entendida, seguindo Laclau, como uma luta pelo sentido.<\/p>\n<p>Fomos embalados pelo dogma inquestion\u00e1vel do consenso: ou nos submetemos \u00e0 sua regra de ferro ou somos expulsos para a periferia. O debate tinha sido reduzido a uma simples nuance do n\u00facleo, a um ligeir\u00edssimo contributo lateral, a uma costura ret\u00f3rica. Nada mais. A dissid\u00eancia foi empurrada para o abismo, para as sombras, para circuitos de circula\u00e7\u00e3o limitada; foi distorcida no extremismo, desconstru\u00edda no exagero. Mas o Podemos entrou em cena e o tabuleiro de xadrez foi abalado, mobilizado, as suas vestes foram arrancadas e significantes que estavam fechados h\u00e1 muito tempo foram abertos, esvaziados, prestando-se a uma nova ressignifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O <strong><a href=\"http:\/\/www.catarata.org\/libro\/mostrar\/id\/961\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">livro<\/a><\/strong> que trazemos hoje ao blogue, coordenado por<strong> <a href=\"http:\/\/pendientedemigracion.ucm.es\/info\/amelat\/web08\/fichas\/fichas_prof\/JavierFranze.htm\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Javier Franz\u00e9<\/a><\/strong>Doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Complutense de Madrid, \u00e9 o resultado de um projeto de investiga\u00e7\u00e3o intitulado: \"Delibera\u00e7\u00e3o e democracia. Los modelos liberal y post-liberal: marco te\u00f3rico y estudios de caso\", e nele, em torno da quest\u00e3o do sentido da democracia e da sua rela\u00e7\u00e3o com o consenso e o conflito, se recolhem contribui\u00e7\u00f5es interessantes e diversas sobre a pol\u00edtica e o pol\u00edtico, o poder da linguagem, as diferen\u00e7as e conflu\u00eancias entre J. Habermas e Ch. Mouffe, a teoria do desacordo de Ranciere ou o pluralismo de Isaiah Berlin. \u00c9 um livro acad\u00e9mico, de elevado n\u00edvel te\u00f3rico, mas a quest\u00e3o que o move, a interroga\u00e7\u00e3o crucial sobre como organizar a conviv\u00eancia, pode estar (ou seria bom que estivesse), como dizemos, a transferir a sua relev\u00e2ncia das esferas estritamente universit\u00e1rias para as pra\u00e7as cidad\u00e3s.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da democracia no s\u00e9culo XX \u00e9 a hist\u00f3ria de uma legitimidade baseada na oposi\u00e7\u00e3o ao totalitarismo. Perante o totalitarismo, que se tornara o \"outro\" desintegrador, a for\u00e7a externa e amea\u00e7adora, a democracia ocidental foi constru\u00edda sobre a elimina\u00e7\u00e3o do conflito interno e a articula\u00e7\u00e3o, portanto, de uma praxis consensual entre partidos e actores sociais. Assim se forjou a ideia do centro como \"lugar democr\u00e1tico\", como esfera ideal de conflu\u00eancia. Nesta esfera, diz Franz\u00e9 na introdu\u00e7\u00e3o, enquadrava-se o leg\u00edtimo, o pens\u00e1vel e o autorizado. O que n\u00e3o se enquadrava nela era relegado para as margens, e para as evitar, para evitar essa relega\u00e7\u00e3o, e incapaz de questionar a geometria, a social-democracia foi abandonando peda\u00e7os do seu discurso cl\u00e1ssico, distanciou-se dos seus \"mitos pol\u00edticos\", at\u00e9 acabar por se tornar, no in\u00edcio, um simples balan\u00e7o \u00e0 esquerda, at\u00e9 acabar por se tornar, primeiro, um simples balan\u00e7o \u00e0 esquerda da esfera, um movimento m\u00ednimo de reivindica\u00e7\u00f5es sociais e culturais, e, mais tarde, um endossante an\u00e9mico das pol\u00edticas descomplicadas do neoliberalismo triunfante dos anos 90, entronizado como modelo \u00fanico e reposit\u00f3rio perp\u00e9tuo do senso comum. Foram os anos do t\u00e3o propalado e err\u00f3neo fim da hist\u00f3ria, anos em que a democracia consensual, com o inimigo externo desaparecido e os \u00faltimos fragmentos da social-democracia absorvidos pelo centro, se sentiu suficientemente forte para p\u00f4r em causa o chamado \"Estado-provid\u00eancia\", nascido do pacto inter-classes do p\u00f3s-guerra, e para atacar sem ambiguidades os princ\u00edpios que o sustentavam. E foi assim que, como n\u00e3o h\u00e1 ataque sem v\u00edtimas, atrav\u00e9s das fissuras abertas, das feridas infligidas, o consenso come\u00e7ou a perder vida, e o conflito, as reivindica\u00e7\u00f5es, o protesto articulado, a dissid\u00eancia, tornaram-se presentes e vis\u00edveis. O consenso, diz Franz\u00e9, \"desprendeu-se assim da democracia para se ligar sem mais \u00e0 ordem, ao congelamento da din\u00e2mica pluralista e aberta que \u00e9 suposto informar uma democracia em sociedades complexas e diversas\".  Nestas circunst\u00e2ncias, coloca-se a quest\u00e3o de saber que tipo de democracia poderia dar lugar ao que o consensualismo expulsou ou silenciou, a uma democracia capaz de se legitimar pela gest\u00e3o dos conflitos e n\u00e3o pela sua elimina\u00e7\u00e3o, a uma democracia, dir\u00edamos, politizada, convertida em campo de manobra ou playground, em espa\u00e7o aberto \u00e0 disputa pol\u00edtica pela hegemonia, a uma democracia fortalecida pela cr\u00edtica e pelo desacordo interno e n\u00e3o reduzida ao minimalismo esquel\u00e9tico do liberalismo.<\/p>\n<p>No primeiro dos trabalhos que comp\u00f5em o livro, Franz\u00e9 questiona a pol\u00edtica e considera a diferen\u00e7a entre as concep\u00e7\u00f5es administrativas da mesma, baseadas na mera gest\u00e3o t\u00e9cnica do que j\u00e1 existe, e aquelas que, pelo contr\u00e1rio, a apresentam como uma inven\u00e7\u00e3o radical da comunidade, como uma cria\u00e7\u00e3o contingente. \u00c9 esta \u00faltima conce\u00e7\u00e3o que irrompe das costuras da democracia consensual e reclama um novo espa\u00e7o, um tabuleiro de xadrez exposto a reformula\u00e7\u00f5es permanentes, coordenadas prop\u00edcias \u00e0 disputa. Pois ser\u00e1 a\u00ed, na disputa, que a pol\u00edtica, entendida como inven\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 de tentar converter a particularidade da sua pretens\u00e3o em sentido universal. Estamos em luta pela hegemonia, e a hegemonia \u00e9 entendida precisamente como a capacidade de tornar universal o ponto de vista particular. A hegemonia \u00e9 sempre conseguida contra o outro, contra outros discursos, contra outras inven\u00e7\u00f5es. A hegemonia precisa do outro do outro lado da fronteira, e precisa da fronteira, inst\u00e1vel, m\u00f3vel, mut\u00e1vel, como refer\u00eancia. A hegemonia reconhece-se na contra-hegemonia e o seu triunfo, a sua preponder\u00e2ncia, basear-se-\u00e1 sempre no dom\u00ednio daquilo a que Laclau chama \"significantes vazios\": aqueles elementos comuns que oscilam e flutuam de ambos os lados da fronteira e que s\u00e3o disputados pelos discursos em conflito, elementos que recebem significado da posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f3nica e que permanecem continuamente expostos \u00e0s ressignifica\u00e7\u00f5es derivadas de um novo resultado da disputa. A hegemonia precisa e abra\u00e7a aqueles que se op\u00f5em a ela na medida em que essa oposi\u00e7\u00e3o aceita a import\u00e2ncia dos elementos em disputa e, mesmo que seja apenas para neg\u00e1-la, a sua significa\u00e7\u00e3o hegem\u00f3nica. Vemos, ent\u00e3o, que tudo \u00e9 contingente. Habitamos o terreno da cria\u00e7\u00e3o, o terreno da reconfigura\u00e7\u00e3o permanente, o terreno do jogo, o terreno, seguindo Wittgenstein, dos jogos de linguagem, ao qual \u00e9 dedicada a segunda obra, assinada por Montserrat Herrero, e onde o jogo da linguagem pol\u00edtica \u00e9 analisado com base nas teorias de Pococky e Connolly (que defendem, para resumir, posi\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas e pol\u00edticas), Em suma, posi\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas e, portanto, admitindo resposta, pois consideram que os significados da linguagem nunca s\u00e3o completamente monopolizados) ou de Foucault e Laclau (para quem o discurso deve ser revolucion\u00e1rio, \"violento, e s\u00f3 pode ser afirmado destruindo a posi\u00e7\u00e3o oposta\").<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo 3, Julio Gonz\u00e1lez centra o seu contributo na an\u00e1lise das posi\u00e7\u00f5es inicialmente ou aparentemente divergentes de Habermas (democracia deliberativa, baseada no consenso) e de Mouff\u00e9 (pluralismo agon\u00edstico, conflito) para, mais uma vez apoiando-se no autor do Tractatus (na sua an\u00e1lise da linguagem como condi\u00e7\u00e3o do conhecimento e, consequentemente, como \u00fanica forma de configura\u00e7\u00e3o da realidade, o que desmorona todos os andaimes essencialistas), acabar por encontrar um ponto de converg\u00eancia numa conce\u00e7\u00e3o do conflito que n\u00e3o elimina, mas antes utiliza o conceito de conflito como andaime essencialista, e, consequentemente, como a \u00fanica forma de moldar a realidade, o que desmorona todos os andaimes essencialistas), acaba por encontrar um ponto de converg\u00eancia numa conce\u00e7\u00e3o de conflito que n\u00e3o elimina, mas utiliza como quadro ou base, a rela\u00e7\u00e3o de consenso. Um conflito, portanto, n\u00e3o entendido \u00e0 maneira de Schmitt, como um antagonismo ontol\u00f3gico e irredut\u00edvel entre um n\u00f3s e um eles elimin\u00e1vel, mas como uma rela\u00e7\u00e3o entre advers\u00e1rios sustentada ou n\u00e3o-contradit\u00f3ria com uma base de pol\u00edtica associativa, com um espa\u00e7o simb\u00f3lico de valores ou refer\u00eancias comuns.<\/p>\n<p>Cecilia Lesgart aborda Ranciere, autor de \"Desacordo. Pol\u00edtica e filosofia\", no quarto trabalho do livro, e o seu aprofundamento radical da ideia de democracia (da pol\u00edtica) como desafio, como desidentifica\u00e7\u00e3o ou desloca\u00e7\u00e3o de lugares atribu\u00eddos, como igualdade de \"qualquer um com qualquer um\". Para Ranciere, \u00e9 necess\u00e1rio afastar a democracia do que ele chama as defini\u00e7\u00f5es \"oficiais\", \"aquelas que a entendem como um regime de governo simplificado ao ato eleitoral\", e transform\u00e1-la numa expetativa de emancipa\u00e7\u00e3o. A democracia, diz ele, \"\u00e9 um rasgo que instaura a igualdade no cora\u00e7\u00e3o da desigualdade\", uma fratura, ou ato heterog\u00e9neo e contingente no palco comum do desacordo, em que se coloca como desafio, como quest\u00e3o. A pol\u00edtica surge quando surge a disputa, manifesta-se no ato de contesta\u00e7\u00e3o e, nesse ato, a democracia torna-se uma exig\u00eancia de igualdade.<\/p>\n<p>O quinto artigo \u00e9 assinado por Andr\u00e9s Tutor de Areta e, seguindo Isaiah Berlin, coloca a quest\u00e3o do papel da racionalidade face ao chamado pluralismo de valores, entendido como a cren\u00e7a de que \"as nossas vidas s\u00e3o orientadas segundo valores ou fins muitas vezes contradit\u00f3rios\".<\/p>\n<p>O livro termina com v\u00e1rios estudos de caso: \"Delibera\u00e7\u00e3o e identidade: o caso da \"mem\u00f3ria hist\u00f3rica\" (sobre as dificuldades de articular um passado comum), assinado por L\u00f3pez de Lizaga; \"Advers\u00e1rios. Parlamentarismo e delibera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\", de Manuel Toscano de Manuel Toscano (an\u00e1lise do confronto como elemento positivo do debate); \"A ret\u00f3rica do debate parlamentar. Delibera\u00e7\u00e3o ou agonismo\", de Carlos Rico Motos (o contexto e a finalidade como factores determinantes no modelo de discuss\u00e3o); \"O fim das ideologias: revis\u00e3o de uma profecia\", de Carlos Go\u00f1i Apestegu\u00eda (que rev\u00ea as diferentes vis\u00f5es do chamado fim das ideologias para concluir que o que se entendeu como tal foi antes o fim do fanatismo ideol\u00f3gico e a assun\u00e7\u00e3o de ideologias mais abertas \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>O livro est\u00e1 fechado, mas n\u00e3o o debate. A quest\u00e3o que o atravessa continua em aberto e, como dissemos no in\u00edcio, seria desej\u00e1vel que as respostas n\u00e3o ficassem confinadas aos muros das faculdades mas, pelo contr\u00e1rio, emergissem da din\u00e2mica de uma cidadania ativa e questionadora.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DEMOCRACIA: CONSENSO OU CONFLITO? Agonismo e teoria deliberativa na pol\u00edtica contempor\u00e2nea. Javier Franz\u00e9 (coordenador). Editorial Los libros de la Catarata.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6410,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Democracia: \u00bfConsenso o conflicto? - Cecubo Group<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/democracia-consenso-o-conflicto\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Democracia: \u00bfConsenso o conflicto? - Cecubo Group\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"DEMOCRACIA: \u00bfCONSENSO O CONFLICTO? 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