{"id":6163,"date":"2014-05-30T00:00:00","date_gmt":"2014-05-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6163"},"modified":"2021-04-05T16:36:15","modified_gmt":"2021-04-05T16:36:15","slug":"la-sociedad-de-la-transparencia-de-byung-chul-han-editorial-herder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/la-sociedad-de-la-transparencia-de-byung-chul-han-editorial-herder\/","title":{"rendered":"\"La sociedad de la transparencia\", de Byung-Chul Han. Editorial Herder."},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">\u00c9 bom que a clareza seja campe\u00e3, que as contas p\u00fablicas apare\u00e7am di\u00e1fanas perante o escrut\u00ednio social, que o Estado se constitua como garante, mas a transpar\u00eancia n\u00e3o se limita a estes exerc\u00edcios de honestidade c\u00edvica mas, elevada \u00e0 categoria de totalizadora, configura uma sociedade igualizada na lisura de um espa\u00e7o esvaziado de qualquer tipo de resist\u00eancia, numa sociedade reduzida \u00e0 simples positividade, domesticada pelo c\u00e1lculo operacional do capitalismo, vigiada ou iluminada n\u00e3o pelo pan\u00f3tico de Bentham, centralizado e desp\u00f3tico (o exerc\u00edcio do poder como disciplina), mas pelo pan\u00f3tico digital, disseminado e subjugador (o exerc\u00edcio do poder como sedu\u00e7\u00e3o).<\/span><br \/>\n<span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">Lemos \"<\/span><a href=\"http:\/\/www.casadellibro.com\/libro-la-sociedad-de-la-transparencia\/9788425432521\/2196454?gclid=cjgkeajw2kccbrcq_6mztcunhegsjabpxof1eyqslxmpvjbjzibmlua0jmlr1ssl29evuywan4ffmfd_bwe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>A sociedade da transpar\u00eancia<\/strong><\/a><span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">de <\/span><a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Byung-Chul_Han\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Byung-Chul Han<\/strong><\/a><span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\"> (coreano, fil\u00f3sofo de l\u00edngua alem\u00e3, professor em Berlim), um pequeno ensaio em que um conceito transformado em fetiche pelo quadro ideol\u00f3gico-publicit\u00e1rio dominante e em coer\u00e7\u00e3o sist\u00e9mica pela dissemina\u00e7\u00e3o metast\u00e1tica dos poderes p\u00f3s-democr\u00e1ticos \u00e9 questionado ou extra\u00eddo do seu estatuto lisonjeiro para o submeter aos desafios do pensamento brilhante.<\/span><br \/>\n<span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">Uma sociedade transparente \u00e9, para Han, uma sociedade positiva (o esquema anal\u00edtico do autor gira em torno do eixo positividade-negatividade e da preval\u00eancia absoluta da primeira afirma\u00e7\u00e3o), uma sociedade exposta, pornogr\u00e1fica, achatada, uma sociedade submersa no \"inferno do igual\", alheia, portanto, \u00e0 for\u00e7a resistente da cr\u00edtica, \u00e0 negatividade dissolvente das emo\u00e7\u00f5es, ao mist\u00e9rio er\u00f3tico do outro. A sociedade transparente nega tanto a dial\u00e9tica, que avan\u00e7a a rela\u00e7\u00e3o entre opostos, como a hermen\u00eautica, que submete a a\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio plural da interpreta\u00e7\u00e3o. A transpar\u00eancia elimina os recantos \u00edntimos do eu, as zonas de sombra do encontro, os cantos escuros da rela\u00e7\u00e3o. A transpar\u00eancia coloca tudo no mercado, exp\u00f5e tudo como uma mercadoria e entrega-o \u00e0 hipervisibilidade. \u00c9 pornogr\u00e1fica na medida em que submete a imagem a uma ilumina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima, afoga-a num dil\u00favio de luz, desrealiza-a pelo exagero, retira-lhe a continuidade e as refer\u00eancias e reduz-na a um facto encapsulado na sua mera realiza\u00e7\u00e3o, sem dire\u00e7\u00e3o nem significado.<\/span><br \/>\n<span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">Num di\u00e1logo permanente com Hegel, Nietzsche, Agamben, Barthes e Baudrillard, entre outros, o autor analisa a transpar\u00eancia como resultado ou consequ\u00eancia de uma perda, como a plan\u00edcie est\u00e9ril que se segue \u00e0 eros\u00e3o consumada das nuances. Exclu\u00eddo da negatividade do discurso, ausente o \"punctum\" (Barthes), o rasgo, a rutura, da organiza\u00e7\u00e3o da narrativa, tudo se torna superficial e consum\u00edvel, facilmente diger\u00edvel e abrangente, mercadoria quantific\u00e1vel destinada a um uso perec\u00edvel e massificado.<\/span><br \/>\n<span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">A transpar\u00eancia aparece assim como uma nova estrat\u00e9gia comercial do capitalismo e como um novo dispositivo de controlo. Aparece como um sinal de qualidade democr\u00e1tica e, na realidade, \u00e9 um engodo: ao segui-lo, perdemo-nos, abandonamo-nos, quebramos o nosso ser, a nossa vontade de transcender, numa multiplicidade de ac\u00e7\u00f5es incongruentes e aceleradas, estilha\u00e7amo-nos perante os disparos incessantes de uma informa\u00e7\u00e3o hipertrofiada, de uma comunica\u00e7\u00e3o derrotada pela eclos\u00e3o espumosa de um tweet; Seguindo-o, mover-nos-emos com ligeireza pela positividade deslizante, pela \"mera vida\" (n\u00e3o a \"boa vida\"), alheios ao disp\u00eandio e \u00e0 transgress\u00e3o, refract\u00e1rios \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o mensur\u00e1veis do outro, sujeitos agarrados exclusivamente \u00e0 ideia-guia da performance, ideia que Han desenvolve mais aprofundadamente em duas outras obras tamb\u00e9m publicadas por Herder (A Sociedade da Fadiga e A Agonia de Eros) e \u00e0s quais dedicaremos as linhas seguintes.<\/span><br \/>\n<span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">Para Han, a sociedade disciplinar estudada por Foucault, \"uma sociedade de hospitais, hospitais psiqui\u00e1tricos, pris\u00f5es e casernas\", j\u00e1 n\u00e3o existe; agora, no seu lugar, encontramos uma sociedade composta por \"gin\u00e1sios, torres de escrit\u00f3rios, bancos, avi\u00f5es, centros comerciais e laborat\u00f3rios gen\u00e9ticos\". Passamos assim de uma sociedade condicionada pela negatividade da proibi\u00e7\u00e3o, de uma sociedade baseada no dever, para uma sociedade marcada pelo desempenho, plena de positividade, transparente, para uma sociedade definida pelo verbo poder (positivo). Se na sociedade disciplinar prevalece o trabalho, o dever do trabalho como imposi\u00e7\u00e3o alienante, na sociedade positiva prevalece o desempenho como ocupa\u00e7\u00e3o de si mesmo atrav\u00e9s da obriga\u00e7\u00e3o auto-imposta de tirar a nota. Estamos, segundo o autor, perante uma mudan\u00e7a de paradigma: se o \"inconsciente social\", diz ele, aspira sempre a maximizar a produ\u00e7\u00e3o, e a partir de um certo ponto de produtividade a t\u00e9cnica disciplinar atinge um limite (ou \"tem um efeito bloqueador\"), \u00e9 necess\u00e1rio substituir a t\u00e9cnica disciplinar (negativa) pela exig\u00eancia positiva de poder fazer, para manter a linha de crescimento produtivo. O regime de desempenho \u00e9 mais r\u00e1pido e mais produtivo do que o regime disciplinar. A mudan\u00e7a de paradigma, que visa apenas aumentar a produtividade, n\u00e3o implica um crescimento paralelo da liberdade. O poder n\u00e3o anula o dever, e o sujeito do desempenho continua disciplinado. O facto de estar livre da domina\u00e7\u00e3o externa n\u00e3o significa que se possa mover livremente, mas que se torna exclusivamente dependente do seu poder de fazer. Para o sujeito do desempenho, a liberdade e a coer\u00e7\u00e3o coincidem, uma vez que a supress\u00e3o do mandato (liberdade) \u00e9 compensada pela imposi\u00e7\u00e3o interna ou \u00edntima de permanecer na corrida, de seguir, a partir de uma presum\u00edvel autonomia, as l\u00f3gicas vorazes da produtividade. Estamos, assim, em plena sociedade do empreendedorismo, num espa\u00e7o concebido para os empreendedores, os sujeitos tardo-modernos da produ\u00e7\u00e3o. Em termos patol\u00f3gicos, se a sociedade disciplinada produz loucos e criminosos, a sociedade do desempenho produz depressivos e falhados. A sociedade do desempenho \u00e9 uma sociedade dopada, uma sociedade cansada por um excesso de positividade, dominada pela deforma\u00e7\u00e3o competitiva do sucesso, longe da contempla\u00e7\u00e3o e do questionamento, lisa, superficial e r\u00e1pida, uma sociedade sem buscas nem olhares livres, sufocada pela vis\u00e3o reducionista da efici\u00eancia. Uma sociedade transparente.<\/span><br \/>\n<span style=\"color:rgb(0, 0, 0); font-family:open sans,helvetica,arial,sans-serif; font-size:15px\">Recomendamos a leitura de Byung-Chul Han, um autor conhecido, ao que parece, na Alemanha, esse raro pa\u00eds onde os fil\u00f3sofos debatem entre si em hor\u00e1rio nobre.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cidad\u00e3os exigem transpar\u00eancia aos seus representantes e estes prometem leis que os obrigam a praticar a transpar\u00eancia que exigem. A transpar\u00eancia tornou-se o imperativo categ\u00f3rico da democracia neoliberal, a sua condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e (quase se poderia dizer) suficiente. <\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6418,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cLa sociedad de la transparencia\u201d, de Byung-Chul Han. 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