{"id":6167,"date":"2014-04-01T00:00:00","date_gmt":"2014-04-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6167"},"modified":"2021-04-05T16:34:26","modified_gmt":"2021-04-05T16:34:26","slug":"izquierda-derecha-o-abajo-arriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/izquierda-derecha-o-abajo-arriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/","title":{"rendered":"Esquerda\/direita ou baixo\/alto? Em busca da converg\u00eancia necess\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Devido \u00e0 sua pr\u00f3pria din\u00e2mica, a sociedade, t\u00e3o propensa ao consumo de massas, prefere equipar-se com este tipo de conceitos e palavras que, num per\u00edodo de tempo n\u00e3o muito longo, ser\u00e3o substitu\u00eddos.<em><strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftn3\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[3]<\/a><\/strong><\/em>. Este car\u00e1cter \"obsolescente\" (comprar, usar e deitar fora) dos conceitos \u00e9 outro sinal inequ\u00edvoco de como a l\u00f3gica do mercado perverte a pr\u00f3pria ess\u00eancia do conhecimento.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>15M como transforma\u00e7\u00e3o dos discursos<\/strong><\/p>\n<p>A partir do 15M, certas palavras de ordem, sem grande ancoragem militante, come\u00e7aram a ganhar for\u00e7a.<em><strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftn4\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[4]<\/a><\/strong><\/em>. Para os anteriormente politizados, isto causou uma variedade de reac\u00e7\u00f5es, desde a rejei\u00e7\u00e3o, ao espanto, \u00e0 subestima\u00e7\u00e3o do que estava a acontecer. Mas uma coisa ficou clara para todos: havia uma grande diferen\u00e7a de perce\u00e7\u00e3o entre as pessoas que se subjectivavam politicamente pela primeira vez neste processo e aquelas que tinham alguma experi\u00eancia anterior. E as novas descri\u00e7\u00f5es, os novos diagn\u00f3sticos e as novas palavras de ordem chocavam frontalmente com o que se entendia anteriormente por \"pol\u00edtica\".<\/p>\n<p>Come\u00e7aram a surgir discursos que, para quem j\u00e1 tinha milit\u00e2ncia, pareciam chocantes: \"somos os 99%\", \"n\u00e3o somos nem de esquerda nem de direita. Somos os de baixo e vamos apanhar os de cima\", etc. Devo confessar que, de certa forma, senti uma certa tristeza ao ver como certas suspeitas sobre a falta de cultura pol\u00edtica do Estado eram claramente expressas. No entanto, estava a abrir-se uma janela de oportunidade.<\/p>\n<p><strong>\u00bf<em>Esquerda\/direita <\/em>o<em> andar de baixo\/andar de cima<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio que sou da opini\u00e3o de que o<strong> <\/strong>\"N\u00e3o somos nem de esquerda nem de direita\" era uma mentira em si. Uma coisa \u00e9 n\u00e3o ter entendido o que \u00e9 esquerda\/direita; ou ter confundido essas no\u00e7\u00f5es com os partidos do regime; ou ter a ideia de que a esquerda queima igrejas, mata padres e come crian\u00e7as. Tudo isso poderia \"passar\", mas apenas reflectiria uma gritante falta de preocupa\u00e7\u00e3o com a coisa p\u00fablica.<\/p>\n<p>No entanto, o que este cen\u00e1rio nos obriga a fazer \u00e9 apelar urgentemente a uma reformula\u00e7\u00e3o das coordenadas em que se deve enquadrar um discurso que pretende constituir-se como hegem\u00f3nico-majorit\u00e1rio. Por outras palavras: toda a verdade contida na teoria marxista (e noutras) \u00e9 altamente in\u00fatil se, enquanto ferramenta de an\u00e1lise e de proposta de alternativas, o seu impacto se reduzir a um escasso n\u00famero de sujeitos e n\u00e3o atingir a maioria quantitativa que deve constituir-se como motor do projeto pol\u00edtico (e da mudan\u00e7a).<\/p>\n<p>A quest\u00e3o a responder \u00e9 clara, mas ao mesmo tempo complexa: ser\u00e1 que estes novos (e indeterminados) slogans podem ser utilizados como elementos de uma primeira abordagem a esta maioria social, com vista a uma politiza\u00e7\u00e3o progressiva da mesma em termos cl\u00e1ssicos? Ser\u00e1 poss\u00edvel uma s\u00edntese? <em>esquerda\/direita<\/em>&#8211;<em>andar de baixo\/andar de cima<\/em>?<\/p>\n<p>Inicialmente, isso n\u00e3o era claro para mim. No entanto, podem ser exploradas algumas vari\u00e1veis interessantes que podem ajudar neste caminho.<\/p>\n<p>- A primeira quest\u00e3o \u00e9 que, apesar da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e social insuport\u00e1vel, a \"esquerda\" nem sequer foi capaz de articular um projeto coeso para as maiorias. \u00c9 inevit\u00e1vel que, se n\u00e3o foi capaz de o fazer nesta altura, a culpa seja de alguns;<\/p>\n<p>- A segunda quest\u00e3o \u00e9 que a sociedade est\u00e1 muito mais recetiva a outros conceitos com uma conota\u00e7\u00e3o menos ideol\u00f3gica. Uma quest\u00e3o com um reverso terr\u00edvel, mas uma quest\u00e3o objetiva e incontest\u00e1vel, afinal;<\/p>\n<p>- A terceira \u00e9 que, talvez, certas potencialidades dos novos conceitos utilizados tenham sido banidas com demasiada alegria (ou com demasiada veem\u00eancia).<\/p>\n<p>E a partir daqui entramos num territ\u00f3rio interessante. Embora n\u00e3o seja t\u00e3o politicamente carregado, o conceito <em>andar de baixo\/andar de cima<\/em> tem uma for\u00e7a imanente derivada da sua recria\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e est\u00e9tica. Perante a <em>esquerda\/direita<\/em> que se estabelece num plano de \"horizontalidade\", <em>andar de baixo\/andar de cima<\/em> constitui-se como uma estrutura\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica da sociedade, com um claro elemento de verticalidade e subalternidade. Nesta perspetiva, no\u00e7\u00f5es como <<dominaci\u00f3n&gt;&gt; e <<poder&gt;&gt; est\u00e3o impl\u00edcitas, de modo que, no imagin\u00e1rio coletivo, podem ser imediatamente associadas a <em>abaixo<\/em> com a exist\u00eancia de um <em>para cima <\/em>que se encontra num estrato econ\u00f3mico e social mais elevado.<\/p>\n<p>Se aprofund\u00e1ssemos estes pontos fortes n\u00e3o detectados, verificar\u00edamos que seria muito f\u00e1cil transmitir que, em grande medida, essa distribui\u00e7\u00e3o social entre <em>andar de baixo\/andar de cima<\/em> \u00e9 uma quest\u00e3o de interesses contradit\u00f3rios, na sua maioria antag\u00f3nicos, entre os quais <em>para cima<\/em> (representantes do Capital) e aqueles que s\u00e3o <em>abaixo<\/em> (representantes dos trabalhadores).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, seria necess\u00e1rio percorrer um longo caminho para defender que quanto menos os <em>para cima<\/em>Quanto mais ricos forem, mais ricos se tornar\u00e3o, e isso est\u00e1 diretamente relacionado com o empobrecimento e o agravamento das condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho dos pobres. <em>trabalhadores<\/em> (modera\u00e7\u00e3o salarial; aumento do desemprego [\"ex\u00e9rcito de reserva\" Marx]; perda de direitos [\"acumula\u00e7\u00e3o por despossess\u00e3o\" Harvey], etc.).<\/p>\n<p>Isto tamb\u00e9m poderia explicar outra vari\u00e1vel que poderia explicar porque \u00e9 que a <em>para cima<\/em> est\u00e3o a ficar cada vez mais ricos: o primado da economia financeira sobre a economia real. Por sua vez, a perda de peso da economia real est\u00e1 a afetar claramente o sector financeiro. <em>abaixo<\/em>Os trabalhadores, que, com base na sua posi\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, s\u00f3 geram riqueza com a sua for\u00e7a de trabalho. Se o trabalho desaparecer em benef\u00edcio da economia financeira, ser\u00e3o os trabalhadores que sofrer\u00e3o, ser\u00e3o os trabalhadores que sofrer\u00e3o. <em>abaixo<\/em>. Este \u00e9 um facto de absoluta centralidade, uma vez que, com o desenvolvimento das economias p\u00f3s-fordistas e financeiras, a procura de trabalhadores estar\u00e1 continuamente a diminuir. Isto conduz a bolsas crescentes de desemprego estrutural. H\u00e1 um facto crucial a retirar daqui: as reivindica\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem exigir apenas a distribui\u00e7\u00e3o da riqueza, mas tamb\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Outro aspeto claramente \"explor\u00e1vel\" desta conce\u00e7\u00e3o vertical \u00e9 o facto de, inconscientemente, ter feito desaparecer o espa\u00e7o que, na sociologia cl\u00e1ssica, era atribu\u00eddo \u00e0 \"classe m\u00e9dia\". H\u00e1 simplesmente duas posi\u00e7\u00f5es: a de baixo e a de cima. N\u00e3o existe qualquer esp\u00e9cie de h\u00edbrido ou de meio-termo. Se pensarmos bem, trata-se de um esquema nebuloso que, em princ\u00edpio, j\u00e1 estabelece uma vis\u00e3o dicot\u00f3mica da sociedade. A elimina\u00e7\u00e3o da \"classe m\u00e9dia\" como elemento substantivo de an\u00e1lise tem sido um anseio dos defensores da ideia de \"classe\" em<strong> <a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/07\/por-que-la-clase-media-es-una-falacia\/#more-1350\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">Chave marxiana<\/a><\/strong>.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel encontrarmo-nos?<\/strong><\/p>\n<p>Perante este cen\u00e1rio, seria interessante abrir o foco e compreender o novo campo de jogo. E acho interessante trazer para a mesa os ensinamentos de v\u00e1rios seguidores de Althusser, e a sua conce\u00e7\u00e3o de como uma situa\u00e7\u00e3o social como a atual poderia ser articulada.<\/p>\n<p>Antes de mais, uma excelente <strong><a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\/noticia.php?id=171491\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">artigo de John Brown<\/a> <\/strong>em que sublinha que:<\/p>\n<p><em>\"As classes s\u00e3o feitas na sua luta, mas de modo algum preexistem a ela. Pensar as classes de um ponto de vista materialista \u00e9 pensar as suas condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia, as causas que as determinam a existir e a agir [...], entre aqueles que se apropriam dos meios de produ\u00e7\u00e3o e da riqueza e aqueles que s\u00e3o expropriados deles. [...] Os sujeitos desta luta (as classes) n\u00e3o s\u00e3o, portanto, a origem, mas o resultado\".<\/em><\/p>\n<p>Neste sentido, \u00e9 a realidade atual e os actores e agentes que a comp\u00f5em que devem estabelecer as alian\u00e7as e antagonismos que derivam dessa realidade. Este importante potencial revolucion\u00e1rio latente na sociedade n\u00e3o deve ser subestimado:<br \/>\n\ta grande maioria da popula\u00e7\u00e3o compreende que as coisas n\u00e3o est\u00e3o a funcionar bem, mesmo que as suas receitas e solu\u00e7\u00f5es sejam de natureza diferente.<\/p>\n<p>No entanto, creio que neste momento, perante grandes apelos a revolu\u00e7\u00f5es sem sujeito hist\u00f3rico para as levar a cabo, vale a pena analisar o que est\u00e1 em cima da mesa e o que podemos fazer. E \u00e9 precisamente neste ponto que somos obrigados a compreender e a sublinhar aquilo a que Alain Badiou (outro disc\u00edpulo de Althusser) chamou a \"hip\u00f3tese comunista\".<em><strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftn5\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[5]<\/a><\/strong><\/em>A ideia de uma ideia universal e intemporal (reformulada em cada conjuntura hist\u00f3rica), a favor da igualdade e da justi\u00e7a, que, atrav\u00e9s de um processo de expropria\u00e7\u00e3o, conduz \u00e0 usurpa\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios dos que est\u00e3o no topo da escala social. Talvez nunca haja uma oportunidade como esta para uma verdadeira <em>evento<\/em>O processo de transforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao n\u00edvel do radicalismo democr\u00e1tico. Como disse Mao: \"Tudo \u00e9 ca\u00f3tico debaixo do c\u00e9u. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 excelente\". Seria um erro estrat\u00e9gico imperdo\u00e1vel ignorar toda a raiva reprimida do povo que est\u00e1 a sofrer tanto.<\/p>\n<p>Talvez as concep\u00e7\u00f5es <em>andar de baixo\/andar de cima<\/em> e <em>esquerda\/direita <\/em>est\u00e3o mais distantes do que foi aqui exposto. No entanto, se queremos de facto ser um instrumento \u00fatil para as massas atingidas por toda a for\u00e7a da crise, temos de garantir que s\u00e3o constru\u00eddas as pontes necess\u00e1rias para que os cidad\u00e3os possam <em>em si<\/em> tomar consci\u00eancia e tornar-se trabalhadores <em>para si pr\u00f3prio<\/em>. Mais de 6 milh\u00f5es de desempregados, mais de <strong><a href=\"http:\/\/www.ieemadrid.es\/sala-de-prensa\/las-notas-del-iee\/la-poblacion-espanola-en-riesgo-de-pobreza-o-exclu.html\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">12 milh\u00f5es de pessoas em risco de pobreza<\/a><\/strong> e perto de <strong><a href=\"http:\/\/www.yamiquienmerescata.es\/informe_proteccion_infancia.pdf\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">3 milh\u00f5es de crian\u00e7as abaixo do limiar de pobreza<\/a><\/strong>Estes dados s\u00e3o suficientemente assustadores para sugerir que existe um certo terreno f\u00e9rtil para uma tal abordagem.<\/p>\n<p>Um exemplo claro disso \u00e9 o facto de a situa\u00e7\u00e3o de crise estrutural estar a produzir uma <em>proletariza\u00e7\u00e3o<\/em> da sociedade, com todas as vari\u00e1veis que da\u00ed derivam. Acima de tudo, gostaria de destacar a progressiva radicaliza\u00e7\u00e3o dos discursos de sectores anteriormente n\u00e3o politizados, derivada exclusivamente do contacto e da pr\u00e1tica pol\u00edtica ativa e cont\u00ednua de militantes convictos. Um sinal claro desta \"in\u00e9rcia ativista\" \u00e9 o facto de muitos dos movimentos surgidos ap\u00f3s o 15M, e que inicialmente o renegavam, terem recuperado tanto a ret\u00f3rica como os objectivos tradicionais da classe trabalhadora. De uma forma exponencial, durante as manifesta\u00e7\u00f5es, as palavras de ordem mais ouvidas t\u00eam uma carga marcadamente oper\u00e1ria e anti-capitalista. \u00c9 impressionante como este processo de aprendizagem aproximou os sujeitos desclassificados do seu guarda-chuva ideol\u00f3gico \"natural\". E h\u00e1 li\u00e7\u00f5es importantes a tirar daqui: a pedagogia \u00e9 lenta e pesada, mas se for aplicada da forma correcta, sedimenta e cria um dep\u00f3sito: subjectiva, cria sujeitos pol\u00edticos conscientes.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o nosso antagonista \u00e9 aquele que \u00e9 <em>para cima<\/em>. E sabemo-lo pelo <em>esquerda<\/em>e j\u00e1 o sab\u00edamos desde <em>abaixo<\/em>. O encontro \u00e9 poss\u00edvel (e necess\u00e1rio). N\u00e3o podemos esquecer que estamos a falar da mesma coisa.<\/p>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-size: 10px; vertical-align: baseline; font-family: \"open sans\", helvetica, arial, sans-serif;\">\n<hr \/>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftnref1\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[1]<\/a> \"s\u00e3o aqueles que, para compreender o que se passa hoje em dia, prop\u00f5em a cria\u00e7\u00e3o constante de novos termos, (<<sociedad p\u00f3s-moderno&gt;&gt;&gt;, <<sociedad risco&gt;&gt;&gt;, <<sociedad de informa\u00e7\u00e3o&gt;&gt;&gt;, <<sociedad p\u00f3s-industrial&gt;&gt;&gt;, etc.), que perdem os contornos do que \u00e9 realmente Novo. A \u00fanica forma de apreender a verdadeira novidade do Novo \u00e9 analisar o mundo atrav\u00e9s do que foi <<eterno&gt;&gt; no Antigo, ent\u00e3o funciona como um <<universalidad concreto&gt;&gt; hegeliano: \u00e9 eterno n\u00e3o no sentido de um conjunto de caracter\u00edsticas abstractas universais que podem ser aplicadas em todo o lado, mas no sentido de que tem de ser reinventado com cada nova situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\". \u017di\u017eek, Slavoj (2011) <em>Primeiro como trag\u00e9dia, depois como farsa<\/em>. Madrid: Akal. p. 11<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftnref2\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[2]<\/a> Entre eles, vale a pena mencionar os promotores\/seguidores do <em>terceira via<\/em> por Anthony Giddens and Co.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftnref3\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[3]<\/a> Lembro-me de um professor visitante da FLACSO que, num curso de doutoramento, nos dizia que os cientistas pol\u00edticos tendiam sempre a ver tudo como \"novo\", como uma quest\u00e3o tempor\u00e1ria com uma morfologia pr\u00f3pria. Enquanto isso, os historiadores tentavam procurar semelhan\u00e7as e analogias como processos recorrentes repetidos em \u00e9pocas anteriores. Nesse momento, compreendi a preocupante patologia da maioria dos cientistas pol\u00edticos de renome, que consiste em transformar as suas ideias em \"novas mercadorias\" vend\u00e1veis. Isto explica perfeitamente porque \u00e9 que as grandes mentes da ci\u00eancia pol\u00edtica se dedicaram a promover o marketing. A pol\u00edtica dedicou-se a promover o marketing pol\u00edtico como o \u00fanico caminho a seguir. No final, preferiram trair a sua bagagem intelectual (que \"apenas\" produz respeito acad\u00e9mico) pelo primado de ideias med\u00edocres que os transformam em lacaios do poder, em troca, claro, de benef\u00edcios v\u00e1rios.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftnref4\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[4]<\/a> \"O manifesto dos indignados espanh\u00f3is, proposto ap\u00f3s as manifesta\u00e7\u00f5es de maio, \u00e9 bastante revelador. A primeira coisa que salta \u00e0 vista \u00e9 o tom deliberadamente apol\u00edtico [...] Quem ser\u00e3o os agentes desta revolu\u00e7\u00e3o? Os indignados rejeitam toda a classe pol\u00edtica, de esquerda e de direita, por ser corrupta e por se ter rendido \u00e0 gan\u00e2ncia do poder, mas o manifesto apresenta uma s\u00e9rie de exig\u00eancias dirigidas a quem, e n\u00e3o ao pr\u00f3prio povo: os indignados n\u00e3o afirmam (ainda) que s\u00e3o eles os agentes da mudan\u00e7a que desejam. \u00c9 a\u00ed que reside a fraqueza dos recentes protestos: exprimem uma raiva real que ainda n\u00e3o se transformou num programa positivo de mudan\u00e7a sociopol\u00edtica. <strong><a href=\"http:\/\/teknokultura.net\/index.php\/tk\/article\/view\/2\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">\u017di\u017eek, S. \u00a1<em>Ladr\u00f5es do mundo, uni-vos<\/em>!<em> <\/em>Revista Teknokultura Vol. 8 No. 2; pp 211-212<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/04\/izquierdaderecha-o-abajoarriba-en-busca-de-la-necesaria-convergencia\/?preview=true&#038;preview_id=1963&#038;preview_nonce=37feb68bed#_ftnref5\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[5]<\/a> \"\u00c9 aquilo a que Kant chamava uma ideia, dotada de uma fun\u00e7\u00e3o reguladora, mais do que um programa (...) Enquanto ideia pura de igualdade, a hip\u00f3tese comunista existe, sem d\u00favida, desde os prim\u00f3rdios do Estado. A partir do momento em que a a\u00e7\u00e3o das massas se op\u00f5e \u00e0 coer\u00e7\u00e3o do Estado em nome da justi\u00e7a igualit\u00e1ria, come\u00e7am a aparecer os rudimentos ou os fragmentos da hip\u00f3tese\". Badiou, A. <em>A hip\u00f3tese comunista.<\/em><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/newleftreview.es\/article\/download_pdf?language=es&#038;id=2705%E2%80%8E\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">http:\/\/newleftreview.es\/article\/download_pdf?language=es&#038;id=2705%E2%80%8E<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre acreditei na consist\u00eancia dos conceitos cl\u00e1ssicos. Ideias com alto valor interpretativo e explicativo para a sociedade, que guardam em si uma certa verdade intemporal. Pelo contr\u00e1rio, tenho achado simplificadora, oportunista e de baixa qualidade, a quantidade de neologismos criados, principalmente por intelectuais convencidos de fazer do conhecimento e dos conceitos apenas mais uma mercadoria[1]. N\u00e3o \u00e9 por acaso que esses intelectuais sempre estiveram muito pr\u00f3ximos do poder (fazendo neg\u00f3cios) e se tornaram um establishment[2].<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6422,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u00bfIzquierda\/derecha o abajo\/arriba? 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