{"id":6169,"date":"2014-03-20T00:00:00","date_gmt":"2014-03-20T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6169"},"modified":"2021-04-05T16:34:16","modified_gmt":"2021-04-05T16:34:16","slug":"hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/","title":{"rendered":"Para uma (necess\u00e1ria) pedagogia da viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Isto significa que \u00e9 necess\u00e1rio minar os fundamentos dessa <<fetichizaci\u00f3O Comit\u00e9 das Regi\u00f5es<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn2\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[2]<\/a><\/strong>A ideia \u00e9 introduzir a vari\u00e1vel da viol\u00eancia na an\u00e1lise das situa\u00e7\u00f5es actuais e passadas de uma forma fundamentada. A ideia que ser\u00e1 proposta tem como objetivo oferecer uma perspetiva mais inovadora na an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Uma abordagem mais adequada<\/strong><\/p>\n<p>Um primeiro ponto \u00e9 a abertura da abordagem ao que \u00e9 comummente entendido como viol\u00eancia. Rejeita-se desde logo a ideia de que existe apenas uma dimens\u00e3o f\u00edsica da viol\u00eancia, sublinhando que o car\u00e1cter \"vis\u00edvel\", \"subjetivo\" da viol\u00eancia monopolizou e subjugou os restantes significados e dimens\u00f5es da viol\u00eancia, fazendo com que esta fosse associada exclusivamente a agentes sociais ou a elementos reconhec\u00edveis.  \u00c9 falso que a \u00fanica forma de viol\u00eancia seja a coer\u00e7\u00e3o ou a a\u00e7\u00e3o dos sujeitos sobre os outros. Essa \u00e9 uma forma de viol\u00eancia, mas h\u00e1 outras.<\/p>\n<p>O passo seguinte ser\u00e1 apresentar o que entendemos por outros tipos de viol\u00eancia. De forma muito sint\u00e9tica, se fal\u00e1mos da dimens\u00e3o subjectiva, temos o seu oposto (ou melhor, o seu complementar), na dimens\u00e3o objetiva da viol\u00eancia, que, seguindo Zizek, se materializa em dois aspectos:<\/p>\n<p>\"<simb\u00f3lica> encarnado na linguagem e nas suas formas [...], <sist\u00e9mica>que s\u00e3o as consequ\u00eancias muitas vezes catastr\u00f3ficas do funcionamento homog\u00e9neo dos nossos sistemas econ\u00f3micos e pol\u00edticos\".<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn3\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[3]<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Come\u00e7arei pela viol\u00eancia sist\u00e9mica, aquela que produz circunst\u00e2ncias que nos parecem normais, mas que cont\u00eam a defesa de uma realidade dif\u00edcil de justificar. E aqui, s\u00f3 vale a pena molhar, pelo que o que se segue n\u00e3o \u00e9 para os amantes do \"correto\": morrem de fome todos os dias no mundo cerca de 24.000 pessoas, das quais 75% s\u00e3o crian\u00e7as com menos de cinco meses. E esta \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o normal, quotidiana, comum. De tal forma que nem sequer \u00e9 notici\u00e1vel, pois \u00e9 um processo que ocorre diariamente, o que lhe confere um quotidiano macabro. Na medida em que \u00e9 <<normal&gt;&gt; - ou seja, estas 24.000 mortes n\u00e3o s\u00e3o espont\u00e2neas, mas fazem parte de uma \"contabilidade\" sinistra constante - n\u00e3o s\u00e3o tomadas como a reencena\u00e7\u00e3o obscena de um sistema assassino, como se n\u00e3o fossem<strong> <a href=\"http:\/\/es.wfp.org\/historias\/11-mitos-sobre-el-hambre-mundial\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">pode ser resolvido<\/a><\/strong> com a assump\u00e7\u00e3o de novos paradigmas.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 quem diga que isto n\u00e3o pode ser rotulado de viol\u00eancia, mas a sacraliza\u00e7\u00e3o da propriedade privada (provavelmente a forma de viol\u00eancia estrutural por excel\u00eancia), diametralmente oposta \u00e0 ideia de redistribui\u00e7\u00e3o, \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o que patrocina tais mortes. \u00c9 a esta dimens\u00e3o que Balibar chama <<violenciultra-objetivo&gt;&gt;&gt;&gt;<<crueldad sem rosto&gt;&gt; ou <<violencia sem assunto&gt;&gt;&gt;<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn4\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[4]<\/a><\/strong>e que est\u00e1 na origem das grandes cat\u00e1strofes que ocorrem diariamente.<\/p>\n<p>O axioma de que se n\u00e3o houver um perpetrador reconhec\u00edvel (ou inst\u00e2ncias sobre as quais tal acusa\u00e7\u00e3o possa ser feita), n\u00e3o h\u00e1 viol\u00eancia deve ser categoricamente negado. Isto leva a absurdos como classificar de viol\u00eancia a queima de um contentor de lixo, mas n\u00e3o o despejo de fam\u00edlias inteiras ou a fome end\u00e9mica. Passou a considerar-se mais intoler\u00e1vel ver um contentor a arder do que o contentor ser a \u00fanica despensa para muitas pessoas sem outros recursos ou op\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam comer dos restos do lixo. De acordo com este pressuposto, a m\u00e3o invis\u00edvel apenas actua, n\u00e3o est\u00e1 errada. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de viol\u00eancia, \u00e9 uma quest\u00e3o de capacidades: tiveram a sua oportunidade, mas n\u00e3o a aproveitaram. N\u00e3o \u00e9 uma viol\u00eancia, \u00e9 a ordem l\u00f3gica das coisas.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn5\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[5]<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Esta dimens\u00e3o espetral e transcendente da ordem econ\u00f3mica tem muito a ver com a nega\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia sist\u00e9mica e com a \u00eanfase excessiva e a criminaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia atribu\u00edvel aos indiv\u00edduos. Os liberais assumem que o Estado exerce viol\u00eancia e coer\u00e7\u00e3o, mas negam que o curso ordin\u00e1rio e destrutivo do capitalismo possa ser rotulado como tal. O facto de todos os <strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/08\/una-utopia-llamada-capitalismo-ii-el-capital-mercancia\/#more-1517\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">as parcelas de realidade tornaram-se mercantilizadas<\/a><\/strong>constitui invariavelmente a forma mais aperfei\u00e7oada de viol\u00eancia estrutural.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ter apresentado algumas das principais caracter\u00edsticas do <<sist\u00e9mica&gt;&gt;, o passo seguinte ser\u00e1 tratar de forma sucinta (j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 esse o objetivo desta entrada) a viol\u00eancia simb\u00f3lica. esta tem a ver com a linguagem e as suas formas, e \u00e9 evidente que o confronto pela apropria\u00e7\u00e3o dos significados \u00e9 uma batalha crucial em qualquer campo ideol\u00f3gico. Veremos isso com quatro exemplos claros, que mudaram de significado atrav\u00e9s da apropria\u00e7\u00e3o por alguns sectores ou outros:<\/p>\n<p>- A \"liberdade\" deixou de ser uma palavra utilizada por aqueles que procuravam emancipar-se das diferentes formas de opress\u00e3o, para se tornar uma caricatura de si mesma, ligada apenas \u00e0 liberdade econ\u00f3mica, e para se tornar um patrim\u00f3nio da direita que, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, a renegava. Isto leva a uma outra reflex\u00e3o: se a liberdade depende da capacidade econ\u00f3mica, ent\u00e3o os direitos, etc., dependem diretamente do rendimento e da riqueza;<br \/>\n- Atualmente, \"radical\" tem conota\u00e7\u00f5es pejorativas, quando o seu significado original \u00e9 compreender a origem (a raiz) dos problemas e defender solu\u00e7\u00f5es complexas que tenham em considera\u00e7\u00e3o todos os elementos e n\u00e3o apenas o seu lado mais superficial;<br \/>\n- Her\u00f3i\" ou \"terrorista\" s\u00e3o conceitos que podem ser aplicados \u00e0 mesma pessoa, consoante a perspetiva utilizada;<br \/>\n- A \"posse de armas\" deixou de ser um elemento consubstancial de todos os movimentos de resist\u00eancia popular para se tornar uma exig\u00eancia essencialmente individualista, ligada aos elementos mais reaccion\u00e1rios da sociedade americana. Nas palavras de Beno\u00eet Breville, \"o direito de portar armas contido na segunda emenda era [...] pol\u00edtico e emancipat\u00f3rio, e fazia parte de uma longa tradi\u00e7\u00e3o, hoje largamente esquecida. De facto, durante s\u00e9culos, as armas foram vistas como um s\u00edmbolo de liberdade\".<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn6\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[6]<\/a><\/strong><\/p>\n<p> O que se pretendia mostrar \u00e9 que em todas as situa\u00e7\u00f5es h\u00e1 \"viol\u00eancia\". N\u00e3o a viol\u00eancia f\u00edsica, mas uma viol\u00eancia muito mais perversa e nociva, uma viol\u00eancia <<sist\u00e9mica&gt;&gt;, <<estructural&gt;&gt;, que para muitas pessoas \"n\u00e3o \u00e9 viol\u00eancia\" porque \u00e9 <<objetiva&gt;&gt;. \u00c9 assim que as coisas s\u00e3o. \u00c9 isso que \u00e9 mais perigoso (para al\u00e9m de falso) em toda esta quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O pacifismo como patologia<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn7\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[7]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como se explica o pacifismo absoluto em ambientes inundados de viol\u00eancia sist\u00e9mica?<\/p>\n<p>Seria importante sublinhar que a aceita\u00e7\u00e3o do pacifismo como uma estrat\u00e9gia inamov\u00edvel em todos os casos parece-me um erro. Principalmente porque ajuda a difundir a ideia de que o sistema, tal como est\u00e1 configurado, n\u00e3o tem uma base violenta inerente. E aceitar essa premissa \u00e9 destruir qualquer alternativa baseada nas pr\u00f3prias defici\u00eancias e falhas estruturais do sistema como um todo. Ou seja,<br \/>\n\to pacifismo, que se baseia na rejei\u00e7\u00e3o expl\u00edcita da viol\u00eancia, comete o erro de identificar apenas a viol\u00eancia mais vis\u00edvel como viol\u00eancia, destruindo assim todas as an\u00e1lises baseadas numa compreens\u00e3o hol\u00edstica do sistema.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m comete o erro de fazer proselitismo de que \"n\u00e3o usamos viol\u00eancia, logo, somos melhores\". Um erro derivado do facto de o pacifismo institucionalizado ter sido articulado com base nas necessidades e interesses de um pseudo-progressismo.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn7\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[8]<\/a><\/strong> que, nos \u00faltimos anos, tem procurado eliminar o conceito de <<conflicto&gt;&gt;<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn7\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[9]<\/a><\/strong> de qualquer discurso, vendendo esta ideia de um ref\u00fagio de paz n\u00e3o violento.<\/p>\n<p>Por extens\u00e3o, isto leva ao cen\u00e1rio falacioso e perigoso em que a \"n\u00e3o-viol\u00eancia\" \u00e9 contraposta \u00e0 viol\u00eancia que \u00e9 exercida pelas For\u00e7as de Seguran\u00e7a do Estado, gerando e regenerando o mesmo problema: em vez de se falar da pervers\u00e3o e da maldade intr\u00ednseca do sistema (aquilo a que se chamou \"viol\u00eancia objetiva\"), o foco \u00e9 a viol\u00eancia subjectiva, as cargas policiais, os ferimentos, as deten\u00e7\u00f5es, etc. \u00c9 preciso dizer que, neste caso, a atitude da pol\u00edcia em particular \u00e9 muito eficaz, uma vez que consegue sempre deslocar o foco do problema para a sua \"suposta brutalidade\". Suposta, porque, no fim de contas, a fun\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia \u00e9 manter a ordem p\u00fablica, o sistema e as institui\u00e7\u00f5es tal como est\u00e3o.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn10\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[10]<\/a><\/strong>. E \u00e9 isso que eles fazem. E fazem-no bem, porque acabam sempre por falar da consequ\u00eancia (a repress\u00e3o violenta das manifesta\u00e7\u00f5es) e n\u00e3o da causa (as condi\u00e7\u00f5es materiais que levam as pessoas a manifestarem-se). Quem n\u00e3o perceber isto, penso eu, est\u00e1 a cometer um erro de base imperdo\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a apologia do pacifismo esquece as experi\u00eancias hist\u00f3ricas que mostram que os avan\u00e7os e conquistas sociais foram alcan\u00e7ados com base em lutas que, inevitavelmente, e dado que desafiavam os regimes existentes, envolveram o uso da viol\u00eancia para desmantelar as estruturas existentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso (e isso ser\u00e1 discutido num post futuro), o pacifismo tende a criar uma vis\u00e3o tendenciosa e distorcida da hist\u00f3ria para criar mitos. E uma evid\u00eancia hist\u00f3rica \u00e9 normalmente ignorada: os representantes da n\u00e3o-viol\u00eancia citados como exemplos de sucesso atingiram os seus objectivos porque houve SEMPRE uma forma\u00e7\u00e3o mais militante que recorreu \u00e0 viol\u00eancia. Eram, portanto, os elementos mais moderados de um movimento de massas mais amplo, que o poder estabelecido n\u00e3o podia ignorar e tinha de negociar com algum representante. E, em todos os casos, esses representantes eram aqueles que n\u00e3o recorriam diretamente \u00e0 viol\u00eancia. O que nos leva a uma quest\u00e3o inquietante: sem organiza\u00e7\u00f5es armadas que apoiem as suas reivindica\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 que elas poderiam fazer?<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn11\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[11]<\/a><\/strong>Ser\u00e1 que os seus protestos ser\u00e3o tidos em conta? Francamente, tenho as minhas d\u00favidas. D\u00favidas, apoiadas por certezas emp\u00edricas.<\/p>\n<p>- Se n\u00e3o houvesse movimentos e l\u00edderes (Chandrasekhar Azad, Bhagat Singh, Subhas Chandra Bose, etc.) que tivessem mostrado um lado mais radical do que Gandhi, o processo de descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00cdndia teria sido muito diferente;<br \/>\n- Se a luta do movimento dos direitos civis n\u00e3o tivesse sido acompanhada por uma significativa milit\u00e2ncia nacionalista negra armada, o seu impacto e as suas repercuss\u00f5es teriam sido muito menores;<br \/>\n- Por muito que os protestos pacifistas contra a guerra do Vietname tenham sido maci\u00e7os, foi em \u00faltima an\u00e1lise o ass\u00e9dio e o desgaste das tropas americanas pelos vietcongues (juntamente com certos actos de sabotagem de soldados americanos [militantes negros] contra os seus comandantes) que levaram \u00e0 sua sa\u00edda da guerra;<br \/>\n- E no caso do <em>apartheid<\/em>Mandela resume perfeitamente que, em condi\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o estrutural, a via armada, em combina\u00e7\u00e3o com outras f\u00f3rmulas de resist\u00eancia, abre certas possibilidades de vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de uma cr\u00edtica ao trabalho de todos estes activistas, nem de um ataque ao seu valor hist\u00f3rico. Longe disso. Tamb\u00e9m n\u00e3o se trata de uma defesa direta da via armada ou da viol\u00eancia. N\u00e3o. \u00c9 simplesmente uma cr\u00edtica direta a certos dogmas de f\u00e9 que se articularam em torno do pacifismo. Considero que os meios pac\u00edficos s\u00e3o prefer\u00edveis e, em quase todos os casos, devem constituir o n\u00facleo da resist\u00eancia. No entanto, seria uma falta de rigor hist\u00f3rico e uma manifesta ingenuidade aceitar certos mantras que se tornaram hegem\u00f3nicos nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>Acredito sinceramente que estar ancorado ao pacifismo, como se fosse uma verdade absoluta, desmantela qualquer possibilidade de mudan\u00e7a social profunda, o que, a meu ver, mostra que todos os movimentos que se organizam em torno dele (criminalizando outras estrat\u00e9gias de resist\u00eancia), apenas procuram melhorias pontuais, limitadas e parciais. E repito, n\u00e3o sou a favor de qualquer forma de viol\u00eancia organizada. Apenas acredito que h\u00e1 certas ideias preconcebidas que precisam de ser desmanteladas.<\/p>\n<p>Gostaria de terminar com uma cita\u00e7\u00e3o de um autor que j\u00e1 mencionei e que considero v\u00e1lida em toda a sua amplitude:<\/p>\n<p><<eo pacifismo, enquanto ideologia, prov\u00e9m de um contexto privilegiado. Ignora que a viol\u00eancia j\u00e1 existe; que a viol\u00eancia \u00e9 uma parte inevit\u00e1vel e estruturalmente integrante das hierarquias sociais comuns&gt;&gt;&gt;&gt;.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_edn12\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[12]<\/a><\/strong><\/p>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-size: 10px; vertical-align: baseline; font-family: \"open sans\", helvetica, arial, sans-serif;\">\n<hr \/>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref1\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[1]<\/a> Um exemplo, t\u00e3o claro quanto dram\u00e1tico, pode ser encontrado na avalia\u00e7\u00e3o do Professor Monedero, quando ele afirma que \".<strong><a href=\"http:\/\/www.comiendotierra.es\/2013\/11\/14\/de-absoluciones-la-conferencia-de-rubalcaba-la-basura-de-botella-y-la-plastilina-de-rajoy\/\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">O povo, que a 18 de julho de 1936 saiu \u00e0 rua para exigir armas e at\u00e9 para as levar, e a 23-F foi para debaixo da cama porque estava t\u00e3o assustado como antes.<\/a><\/strong>\".<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref2\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[2]<\/a> <<La n\u00e3o-viol\u00eancia afirma que os \u00edndios americanos poderiam ter lutado contra Colombo, George Washington e todos os outros carniceiros genocidas atrav\u00e9s de protestos; [...] a n\u00e3o-viol\u00eancia afirma que os africanos poderiam ter impedido o tr\u00e1fico de escravos com greves de fome e peti\u00e7\u00f5es, e que aqueles que se revoltaram eram t\u00e3o maus como os seus captores; que a revolta, uma forma de viol\u00eancia, leva a mais viol\u00eancia e, portanto, a resist\u00eancia leva a mais escravatura.&gt;&gt; Gelderloos, P. (2010) <em>Como a n\u00e3o-viol\u00eancia protege o Estado<\/em>. Barcelona. Ediciones Anomia. P. 40<strong><a href=\"http:\/\/www.nodo50.org\/albesos\/uploads\/textos\/noviolencia.pdf\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">http:\/\/www.nodo50.org\/albesos\/uploads\/textos\/noviolencia.pdf<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref3\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[3]<\/a> Zizek, Slavoj (2009) <em>Sobre a viol\u00eancia. <\/em>Barcelona. Paid\u00f3s, p. 10<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref4\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[4]<\/a> Balibar, Etienne \"Viol\u00eancia, Idealidade e Crueldade\" in <em>Polis<\/em>N.\u00ba 19. 2008, p. 10<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref5\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[5]<\/a> <<existe tamb\u00e9m a proibi\u00e7\u00e3o do conhecimento, de conhecer e explorar \"por dentro\" o que h\u00e1 na viol\u00eancia em geral e em cada viol\u00eancia em particular, como se houvesse um poderoso interesse em manter a viol\u00eancia fora do pens\u00e1vel como uma determina\u00e7\u00e3o \"normal\" das rela\u00e7\u00f5es sociais, causa de efeitos pol\u00edticos, sociais e hist\u00f3ricos.&gt;&gt; Balibar, <em>Op. cit.<\/em>, p. 4<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref6\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[6]<\/a> Breville, Beno\u00eet \"De Robespierre a Charlton Heston\" in <em>O Mundo Diplom\u00e1tico<\/em>Ano XVII, n.\u00ba 208 fevereiro de 2013, p. 12<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref7\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[7]<\/a> Este t\u00edtulo provocador \u00e9 o nome de um livro que cont\u00e9m alguns factos realmente interessantes: Churchill, Ward (2010) <em>O pacifismo como patologia <\/em><strong><a href=\"http:\/\/zinelibrary.info\/files\/pap_imposed.pdf\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">http:\/\/zinelibrary.info\/files\/pap_imposed.pdf<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref8\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[8]<\/a> Esta cr\u00edtica tamb\u00e9m aparece na obra de Ward Churchill: <<<em&gt;O pacifismo, a ideologia da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o violenta, tornou-se axiom\u00e1tico e quase universal entre os elementos mais progressistas da corrente dominante da Am\u00e9rica do Norte contempor\u00e2nea.<\/em>>><\/p>\n<p>Recorde-se que \u00e9 o mesmo que, na cena internacional, apoia todas as invas\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es militares em pa\u00edses terceiros em nome dos direitos humanos, da democracia e de v\u00e1rias mentiras. O autor Jean Bricmont definiu esta atitude como \"imperialismo humanit\u00e1rio\".<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref9\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[9]<\/a> <<Conflicto&gt;&gt; \u00e9 a base de qualquer teoria ou ideia que entenda que nas sociedades existem elementos opostos com objectivos antag\u00f3nicos e dificilmente convergentes. Perante isto, o que se tem vendido ultimamente \u00e9 a ideia de consenso e de \"paz social\".<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref10\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[10]<\/a> <<Podr\u00edtalvez se possa considerar a surpreendente possibilidade de o interesse do direito, ao monopolizar a viol\u00eancia do particular, n\u00e3o exprimir a inten\u00e7\u00e3o de defender os fins do direito, mas, muito mais, o pr\u00f3prio direito. Ou seja, que a viol\u00eancia, quando n\u00e3o aplicada pelas inst\u00e2ncias correspondentes do direito, o p\u00f5e em perigo, n\u00e3o tanto pelos fins que aspira a atingir, mas pela sua pr\u00f3pria exist\u00eancia fora do direito&gt;&gt; Benjamin, Walter (1998) <em>Para uma cr\u00edtica da viol\u00eancia e outros ensaios<\/em>. <em>Ilumina\u00e7\u00f5es IV.<\/em> Taurus. Madrid. pp. 26-27<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref11\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[11]<\/a> Considero interessante partilhar a reflex\u00e3o te\u00f3rica que se segue, pois creio que ela carrega uma importante carga de verdade, tal como se v\u00ea nos v\u00e1rios processos hist\u00f3ricos: <<Lviol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia, e a n\u00e3o-viol\u00eancia tamb\u00e9m n\u00e3o. Estes dois termos (viol\u00eancia e n\u00e3o-viol\u00eancia) s\u00e3o limites colocados em torno de uma diversidade de t\u00e1cticas. Uma diversidade limitada de t\u00e1cticas restringir\u00e1 as op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para gerar estrat\u00e9gias, quando, na verdade, as t\u00e1cticas devem sempre decorrer da estrat\u00e9gia e a estrat\u00e9gia, por sua vez, do objetivo&gt;&gt; Gelderloos, P., <em>Op. cit.<\/em> p. 97<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2014\/03\/hacia-una-necesaria-pedagogia-de-la-violencia\/?preview=true&#038;preview_id=1918&#038;preview_nonce=7175485c13#_ednref12\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[12]<\/a> Gelderloos, P., <em>Op. <\/em><em>Cit.<\/em> p. 39<\/p>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta sociedade polu\u00edda at\u00e9 ao \u00e2mago, cimentaram-se certos valores, que se tornaram dogmas de f\u00e9 e n\u00e3o elementos de debate e de contesta\u00e7\u00e3o. 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