{"id":6176,"date":"2013-12-27T00:00:00","date_gmt":"2013-12-27T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6176"},"modified":"2021-04-05T16:33:41","modified_gmt":"2021-04-05T16:33:41","slug":"los-poderes-opacos-austeridad-y-resistencia-enrique-gil-calvo-alianza-editorial-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/los-poderes-opacos-austeridad-y-resistencia-enrique-gil-calvo-alianza-editorial-2013\/","title":{"rendered":"\"Os poderes opacos. Austeridade e resist\u00eancia\". Enrique Gil Calvo, Alianza Editorial, 2013."},"content":{"rendered":"<p>Pouco importa o que nos dizem os actores que seguem imperturb\u00e1veis o espet\u00e1culo, n\u00e3o encontramos nada nesses discursos esvaziados de sentido, ca\u00eddos na rotina do lugar-comum, do clich\u00e9, na mera mec\u00e2nica do procedimento. Tudo isto n\u00e3o nos interessa porque sabemos agora que n\u00e3o \u00e9 aqui que se joga o jogo s\u00e9rio, n\u00e3o \u00e9 no teatro que as decis\u00f5es, ou os tiros, matam.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m, portanto, olhar para esses espa\u00e7os escondidos, para essas manobras perniciosas e nocturnas, e \u00e9 isso que o soci\u00f3logo Enrique Gil Calvo faz no ensaio que hoje trazemos ao blogue, um <a href=\"http:\/\/www.casadellibro.com\/libro-los-poderes-opacos-austeridad-y-resistencia\/9788420678528\/2224288\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>teste<\/strong><\/a> que, nas palavras do pr\u00f3prio autor, prossegue a investiga\u00e7\u00e3o sobre as crises recorrentes iniciada em 2003 com <strong><a href=\"http:\/\/www.casadellibro.com\/libro-el-miedo-es-el-mensaje-riesgo-incertidumbre-y-medios-de-comunic-acion\/9788420641782\/932835\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\"O medo \u00e9 a mensagem\".<\/a><\/strong>O projeto, sobre as incertezas do in\u00edcio do s\u00e9culo, e prosseguiu seis anos mais tarde com<strong> <a href=\"http:\/\/www.casadellibro.com\/libro-crisis-cronica-la-construccion-social-de-la-gran-recesion\/9788420684987\/1615354\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\"Crise cr\u00f3nica<\/a>\"<\/strong> (2009), dedicado \u00e0 recess\u00e3o de 2008.<\/p>\n<p>Agora, em 2013, ainda em plena crise, embora algumas vozes interessadas, alguns desses representantes da opacidade, se esforcem, com ousadia e pobreza metaf\u00f3rica, por anunciar um fim iminente, credenciados, dizem eles, por dados macroecon\u00f3micos relevantes (e misteriosos para n\u00f3s), agora, dizia ele, quatro anos depois, quando a austeridade se imp\u00f4s como dogma inquestion\u00e1vel, como verdade revelada pelo deus do capital, e nada, nem a pobreza que gera, nem a desvaloriza\u00e7\u00e3o absoluta da vida que provoca, tem valor suficiente para a desmentir, o autor aborda as narrativas que o poder utiliza para nos convencer, as estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o que aplica na defesa estrita do seu estatuto e dos interesses que representa. O poder \u00e9, pois, o sujeito, o poder e as suas manobras, o poder e tamb\u00e9m o seu reverso, o contra-poder, seja ele simplesmente resistente ou ofensivo. O poder, que decide os seus objectivos na sombra, enquanto nos seduz com o seu arsenal de artif\u00edcios ret\u00f3ricos, e o contra-poder, que luta para quebrar esses artif\u00edcios. O ensaio divide-se em duas partes: a primeira apresenta o quadro anal\u00edtico do estudo e a segunda aplica esse quadro te\u00f3rico \u00e0 \"an\u00e1lise descritiva\" dos \u00faltimos anos da crise, aqueles que viram a austeridade transformar-se impunemente em austeric\u00eddio.<\/p>\n<p>Mas vamos ao que interessa.<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico <a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Guillermo_O\"><strong>Guillermo O`Donnell<\/strong><\/a>De acordo com o especialista em processos de democratiza\u00e7\u00e3o, existem dois tipos de democracias: uma \u00e9 representada pelas mais antigas e consolidadas, que cumprem todos os requisitos de qualidade democr\u00e1tica (Estado de direito, separa\u00e7\u00e3o de poderes e responsabilidade); e a outra, mais recente e ainda incompleta, que apenas cumpre o requisito de selecionar os governantes atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es livres e justas, e que designa por \"democracias delegativas\" porque nelas \"os cidad\u00e3os n\u00e3o exigem responsabilidade e consentem com abusos de poder com impunidade tolerada\". N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio especificar a que tipo corresponde a espanhola. Mas uma vez estabelecida esta divis\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer, e o autor f\u00e1-lo, que nenhum dos dois tipos est\u00e1 isento de opacidade pol\u00edtica, embora tamb\u00e9m seja verdade que n\u00e3o \u00e9 a mesma opacidade que se manifesta num ou noutro. Assim, enquanto nas democracias delegativas a opacidade \u00e9 feita de \"corrup\u00e7\u00e3o, fraude, abusos de poder e inseguran\u00e7a jur\u00eddica\", nas democracias perfeitamente constitu\u00eddas ela estrutura-se como um poder \"el\u00edptico\" ou sombra, que Gil Calvo estuda a partir da conce\u00e7\u00e3o radical do poder do soci\u00f3logo brit\u00e2nico. <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Steven_Lukes\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Steven Lukes<\/strong><\/a>que complementa as dimens\u00f5es j\u00e1 conhecidas do poder (capacidade de decis\u00e3o - abordagem comportamental do poder) com a <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Robert_Dahl\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Dahl<\/strong><\/a>-o de decis\u00f5es - abordagem selectiva, de <a href=\"http:\/\/www.columbia.edu\/itc\/sipa\/U6800\/readings-sm\/bachrach.pdf\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Bachratz e Baratz<\/strong><\/a>) e um terceiro que consiste na capacidade de estruturar e reestruturar a realidade social e a interpreta\u00e7\u00e3o que os cidad\u00e3os fazem dessa realidade. O poder, assim entendido, n\u00e3o se limita a mediar ou resolver conflitos, mas manipula a agenda p\u00fablica alterando a hierarquia dos problemas, constr\u00f3i consensos e elabora interesses fict\u00edcios que substituem os reais. Esta dimens\u00e3o do poder \u00e9, a par do poder seletivo, claramente opaca, e a sua presen\u00e7a subjacente \u00e9 uma constante em qualquer tipo de democracia. \u00c9 este o tipo de poder exercido pela \"coliga\u00e7\u00e3o dominante\", aquela constitu\u00edda pelas elites fundadoras (pol\u00edticas, econ\u00f3micas, burocr\u00e1ticas, industriais, medi\u00e1ticas...) de cada regime democr\u00e1tico, contra a qual o poder de jure pouco pode fazer, ou \u00e0 qual aparece numa posi\u00e7\u00e3o claramente subordinada. Um exemplo de coliga\u00e7\u00e3o dominante dado por Gil Calvo pode ser encontrado no bloco de poder que controla a economia pol\u00edtica de toda a zona euro, ou, em Espanha, nos grupos que conceberam a transi\u00e7\u00e3o para a democracia com base num \"pacto original de partilha do poder entre as elites do franquismo, a oposi\u00e7\u00e3o antifranquista, o episcopado, os generais e a oligarquia financeira e industrial\". S\u00e3o estas coliga\u00e7\u00f5es dominantes que controlam a agenda, manipulando-a de acordo com os seus interesses e apoiando-se nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social para o fazer. Aqui, neste ponto, entramos no jogo da comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, num novo cen\u00e1rio de representa\u00e7\u00e3o, onde a sele\u00e7\u00e3o dos textos e a intensidade de cada interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 claramente dirigida e condicionada pela utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios recursos, como o priming (sele\u00e7\u00e3o dos temas em fun\u00e7\u00e3o dos interesses do poder e n\u00e3o da hierarquia real do seu valor), o framing (a abordagem ou enquadramento oferecido a cada problema) e o storytelling (os problemas transformados numa hist\u00f3ria orientada para um desenlace, segundo a estrutura dos contos populares). Chegamos, ent\u00e3o, ao campo dos media, que s\u00e3o t\u00e3o fundamentais no desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o da democracia, de cujo funcionamento podem, em muitos casos, ser considerados garantes, como na manuten\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos elementos de controlo elaborados pelos poderes institu\u00eddos com o \u00fanico objetivo de manter o status quo. O chamado poder medi\u00e1tico surge como tal nas sociedades democr\u00e1ticas, sobre as quais, segundo o <a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/John_Thompson_(soci%C3%B3logo)\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>soci\u00f3logo Thompson<\/strong><\/a>Os media exercem a chamada \"domina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica\" (express\u00e3o de Bourdieu), entendida como a \"capacidade de fazer com que os dominados assumam e incorporem, por sua pr\u00f3pria escolha, a defini\u00e7\u00e3o e a interpreta\u00e7\u00e3o da realidade proposta pelos dominantes\". O poder medi\u00e1tico, ou quarto poder, segundo a classifica\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, desempenha um papel preponderante nas sociedades modernas, nas chamadas \"democracias de audi\u00eancia\" (segundo o polit\u00f3logo franc\u00eas Bernard Manin), entendidas como um \"sistema de governo representativo em que o poder \u00e9 adquirido e exercido atrav\u00e9s dos media, marketing eleitoral, pol\u00edtico e institucional que visa captar a aten\u00e7\u00e3o, a confian\u00e7a e a vontade das audi\u00eancias\", e torna-se, a partir da sua exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, um elemento extremamente relevante para o exerc\u00edcio obscuro de poderes opacos.<\/p>\n<p>Mergulhados nos meandros e reviravoltas das v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es do poder, deparamo-nos com uma nova classifica\u00e7\u00e3o: o poder \u00e9 potestas (coer\u00e7\u00e3o), auctorictas (\"ato de fala\" com capacidade performativa) e imperium (capacidade de gerar factos hist\u00f3ricos, acontecimentos). Os \"actos de fala\", segundo o fil\u00f3sofo anal\u00edtico <a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/J._L._Austin\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Austin<\/strong><\/a> (\"Como fazer coisas com palavras?\") s\u00e3o as \"express\u00f5es verbais que agem como se fossem actos operativos ou ac\u00e7\u00f5es reais\". \u00c9 o \"Fa\u00e7a-se\" b\u00edblico ou o \"Abre-te S\u00e9samo\" dos contos de fadas, e a sua efic\u00e1cia depende da autoridade ou legitimidade de quem fala. Est\u00e3o, portanto, ao alcance do poder, mas n\u00e3o do contra-poder, que, por outro lado, est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de exercer o imperium, ou seja, a cria\u00e7\u00e3o de acontecimentos, como vimos nos \u00faltimos tempos em diferentes partes do mundo.<\/p>\n<p>Passamos agora \u00e0 segunda parte do ensaio, a ret\u00f3rica do austeric\u00eddio, como foram designadas as pol\u00edticas de austeridade decretadas pelas autoridades europeias, que conduziram a um aumento do desemprego, da pobreza e da desigualdade nos pa\u00edses do Sul. Como \u00e9 que o poder justifica estas pol\u00edticas, que narrativa organizou para transmitir a sua necessidade, em torno de que elementos estruturou a sua \"domina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica\" e, sobretudo, qual \u00e9 a agenda oculta? Em torno de que elementos estruturou a sua \"domina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica\" e, sobretudo, qual \u00e9 a agenda oculta, o que se passa nos bastidores, nos bastidores deste teatro quase vazio onde os actores continuam a atuar? Se nos centrarmos em Espanha, veremos que as narrativas elaboradas para justificar a austeridade s\u00e3o duas: a obedi\u00eancia devida (narrativa de Zapatero) e a heran\u00e7a recebida, embora por vezes combinada com a obedi\u00eancia devida (narrativa de Rajoy), que n\u00e3o deixam de ser variantes ind\u00edgenas das duas grandes narrativas gerais: a cat\u00e1strofe sist\u00e9mica, por um lado, e a intimida\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, por outro. Esta \u00faltima, ali\u00e1s, pode ser dividida em duas subtramas: a vitimiza\u00e7\u00e3o populista (h\u00e1 um \"outro\" inimigo que nos prejudica: a xenofobia - o inimigo externo -, a endofobia - o inimigo interno: as classes trabalhadoras, as elites extractivas, os desempregados..., a \"quinta coluna\" que nos trai, e a autofobia - \"somos todos culpados\") e a expia\u00e7\u00e3o da culpa\/puni\u00e7\u00e3o dos culpados (que acaba por ser, como se v\u00ea: puni\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas). Em rela\u00e7\u00e3o a esta subtrama s\u00e1dica, o autor aponta tr\u00eas tipos de castigo: um, o castigo punitivo, que se justifica \"argumentativamente pela necessidade econ\u00f3mica de saldar d\u00edvidas pagando o pre\u00e7o justo pelos custos gerados no passado\" (\u00e9, afirma Gil Calvo, \"um ajuste de contas, herdeiro da norma de vingan\u00e7a preconizada pela economia mafiosa\"). Um segundo tipo de puni\u00e7\u00e3o \u00e9 o preventivo, que consiste em \"penalizar antecipadamente as d\u00edvidas que podem ser contra\u00eddas (ou as faltas que podem ser cometidas) no futuro. \u00c9 a teoria do risco moral ou do risco induzido, que recomenda que se desencoraje a ocorr\u00eancia de riscos desnecess\u00e1rios\". E, finalmente, a puni\u00e7\u00e3o estrutural, que consiste em \"obrigar as v\u00edtimas a modificar as suas pr\u00e1ticas anteriores para as substituir por um regime disciplinar de maior efici\u00eancia e efic\u00e1cia\".<\/p>\n<p>Mas o poder n\u00e3o utiliza apenas as narrativas para se justificar. H\u00e1 tamb\u00e9m os enquadramentos, os enquadramentos, os enquadramentos (<a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/George_Lakoff\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Lakoff<\/strong><\/a>), que se diferencia das narrativas na medida em que estas \u00faltimas se estruturam sobre a linearidade de factos encadeados, tornando-se assim uma cr\u00f3nica, enquanto as molduras separam esses mesmos factos, reduzindo-os a unidades expostas, problem\u00e1ticas, desligadas do tronco geral de sentido. A partir desta diferencia\u00e7\u00e3o, compreende-se que, enquanto o poder prefere as narrativas, o contra-poder opta claramente pelos enquadramentos, embora esta prefer\u00eancia n\u00e3o se cumpra, no caso do poder, com a m\u00e1xima precis\u00e3o, uma vez que s\u00e3o v\u00e1rios os enquadramentos problematizantes que tende a utilizar, como vamos verificando ao longo desta crise. Quadros ou enquadramentos que Gil Calvo divide em tr\u00eas tipos: os terap\u00eauticos (como as despesas n\u00e3o podem ser mantidas, privatizemos a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o), os tecnocr\u00e1ticos (cria\u00e7\u00e3o da necessidade de reformas estruturais), os polarizadores (utilizar a situa\u00e7\u00e3o de crise, ou a irrup\u00e7\u00e3o de um acontecimento, para declarar estados de exce\u00e7\u00e3o, ou estados de guerra).<\/p>\n<p>E assim chegamos \u00e0s agendas ocultas, \u00e0s raz\u00f5es fundamentais do austeric\u00eddio, \u00e0s decis\u00f5es opacas do bakstage. Ao iniciar a investiga\u00e7\u00e3o de um crime, o detetive pergunta-se: quem \u00e9 o benefici\u00e1rio? \u00c9 o in\u00edcio, o primeiro caminho a seguir. Quem beneficia do austeric\u00eddio, pode perguntar o investigador social. \u00c9 evidente que s\u00e3o os grandes investidores privados, as grandes empresas, as chamadas elites extractivas que imp\u00f5em aos governos medidas que desvalorizam os seus pr\u00f3prios cidad\u00e3os (menores despedimentos, cortes salariais, perda de direitos...) com o \u00fanico objetivo de aumentar as suas contas de lucros e perdas e manter a maioria da popula\u00e7\u00e3o num estado de necessidade t\u00e3o vulner\u00e1vel que se torna uma massa desactivada e abastecedora, uma for\u00e7a de trabalho submissa e assustada, permanentemente dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>Eis a revis\u00e3o do poder. Resta-nos, ent\u00e3o, o contra-poder, do qual algumas caracter\u00edsticas j\u00e1 foram apontadas nas linhas anteriores: sua capacidade de gerar acontecimentos (imperium) e sua prefer\u00eancia pelo enquadramento em oposi\u00e7\u00e3o aos frames. O contra-poder articula-se perante a situa\u00e7\u00e3o atual e ocupa as pra\u00e7as e as ruas numa tentativa, por vezes bem sucedida, de quebrar as narrativas dominantes e de se apropriar da realidade medi\u00e1tica. O contra-poder alimenta-se da indigna\u00e7\u00e3o gerada pelas pr\u00e1ticas destrutivas do poder, da raiva provocada pela consolida\u00e7\u00e3o da injusti\u00e7a como elemento estrutural do sistema, e manifesta-se em grande parte do mundo como um movimento plural e, em muitos casos, horizontal, sustentado pelo n\u00famero (indiv\u00edduos unidos) e n\u00e3o (como nas manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas do s\u00e9culo XX) pela massa (amorfa e liderada). Assim nos encontramos com o 15-M, com o \"Occupy Wall Street\", com as \"mar\u00e9s\", com o \"movimento 5 estrelas\" em It\u00e1lia, com o \"Movimento Passe Livre\" brasileiro, e alguns outros.<br \/>\nMas coloca-se a quest\u00e3o: se o poder \u00e9 opaco, o contra-poder \u00e9 tamb\u00e9m opaco? A resposta do autor \u00e9 afirmativa: \u00e9 opaco porque \u00e9 (se n\u00e3o clandestino) an\u00f3nimo, porque recorre ao discurso infame como t\u00e1tica ofensiva (o boato como \"ato de fala\", o discurso como instrumento de corros\u00e3o), porque se exerce em actos rituais e surpreendentes que exigem o segredo da prepara\u00e7\u00e3o e o artif\u00edcio da simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E assim chegamos ao fim da recens\u00e3o. Tent\u00e1mos transmitir a migalha de um livro denso, mas \u00e1gil e muito bem documentado, um livro fundamental para compreender que o poder \u00e9 menos poder se formos capazes de o descodificar, um livro muito \u00fatil para manter vivas as duras li\u00e7\u00f5es que estamos a aprender.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o podemos saber se o que aprendemos permanecer\u00e1 na nossa mem\u00f3ria ou se, com o passar do tempo e uma vez ultrapassadas estas afrontas, se dissolver\u00e1 no esquecimento, mas o que \u00e9 certo \u00e9 que agora, nesta altura da crise, sabemos com uma clareza dolorosa que os nossos governantes, \"aqueles (diz o autor) que elegemos no seu tempo para tomarem decis\u00f5es em defesa dos nossos interesses, nos enganam\", que para al\u00e9m das palavras recitadas em palco, para al\u00e9m dos gestos ou movimentos enquadrados e vis\u00edveis, \u00e9 nos lugares vedados ao olhar do p\u00fablico, nos bastidores, nos bastidores, que se articulam as vozes e os actos opacos, as redes secretas de um poder liberto da servid\u00e3o democr\u00e1tica, obsceno no seu desrespeito pelos cidad\u00e3os, implac\u00e1vel nas suas execu\u00e7\u00f5es vitimizantes.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6431,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cLos poderes opacos. 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