{"id":6178,"date":"2013-11-27T00:00:00","date_gmt":"2013-11-27T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6178"},"modified":"2021-04-05T16:33:28","modified_gmt":"2021-04-05T16:33:28","slug":"el-pueblo-contra-el-parlamento-el-nuevo-populismo-en-espana-1989-2013%e2%80%b3-xavier-casals","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/el-pueblo-contra-el-parlamento-el-nuevo-populismo-en-espana-1989-2013%e2%80%b3-xavier-casals\/","title":{"rendered":"\"El pueblo contra el Parlamento. O novo populismo em Espanha, 1989-2013\u2033. Xavier Casals"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0s vezes ouvimo-los da rua e apetece-nos entrar e apagar a luz, deix\u00e1-los \u00e0s escuras para que, quando estiverem fora de vista, reajam e se apercebam da realidade crua de uma realidade que nada tem a ver com o seu gui\u00e3o. Ouvimo-los e apetece-nos gritar-lhes (e, por vezes, alguns gritam-lhes) que se calem, que se calem e ou\u00e7am, que n\u00e3o \u00e9 disto que n\u00f3s, que estamos a perder empregos e direitos, precisamos, que os seus interesses e os nossos seguem caminhos de progressiva e perigosa diverg\u00eancia, que se desfa\u00e7am da cenografia decadente que os envolve e se aproximem, sem armadura, em corpo, das pra\u00e7as que ocupamos para nelas activarem performances alternativas ou simplesmente cat\u00e1rticas. Mas l\u00e1 ficam eles, a fazer o seu trabalho, irresponsavelmente alheios ao seu pr\u00f3prio fracasso, felizmente inconscientes do perigoso abismo que se abre nas palavras vazias, nos textos mortos. Se lhes perguntarmos sobre o descr\u00e9dito de que s\u00e3o alvo, segundo todas as sondagens, respondem que sim, que sabem, que t\u00eam plena consci\u00eancia disso, mas desenham um simples ponto de interroga\u00e7\u00e3o para o esclarecer sem desgaste: a crise, dizem eles, a crise (a grande desculpa), que revirou tudo, levou tamb\u00e9m o nosso prest\u00edgio, mas, fiquem descansados, assim que passar, o que acontecer\u00e1, voltaremos ao que \u00e9ramos. Pode ser que assim seja, quem sabe, mas n\u00e3o parece ser assim. O descr\u00e9dito da chamada classe pol\u00edtica atingiu nos \u00faltimos anos n\u00edveis que, para al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, s\u00f3 se explicam se nos colocarmos nesse espa\u00e7o aberto e imprevis\u00edvel que s\u00e3o as encruzilhadas. Chegamos a um lugar onde n\u00e3o podemos ficar, um lugar de passagem, atacado por todos os ventos e onde \u00e9 imposs\u00edvel montar uma tenda, organizar um descanso. Chegamos e, afligidos por uma incerteza angustiante, n\u00e3o sabemos em quem confiar, j\u00e1 n\u00e3o naqueles que nos trouxeram at\u00e9 aqui (a este aqui que n\u00e3o nos acolhe, que nos empurra), ainda n\u00e3o naqueles que, da boca das diferentes estradas, nos encorajam a segui-las; n\u00e3o confiamos em ningu\u00e9m. Estamos a viver o fim de um regime, estamos a assistir ao colapso (algures entre o grotesco e o dram\u00e1tico, que mistura espanhola!) do sistema que estruturou a vida pol\u00edtica e civil dos \u00faltimos trinta anos, que sacralizou a Transi\u00e7\u00e3o, que sobreviveu evitando todos os conflitos, evitando discuss\u00f5es, adiando debates, e que agora, com as suas roupas outrora coloridas gastas, \u00e0 beira da nudez, n\u00e3o sabemos como vestir-nos para nos mantermos pelo menos apresent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Guillem Mart\u00ednez diz no n\u00famero de setembro da revista TintaLibre que deix\u00e1mos para tr\u00e1s a democracia e vivemos agora na p\u00f3s-democracia, ou seja, \"numa democracia representativa deslocalizada em institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o democr\u00e1ticas, como a UE ou o FMI...\", e concorda-se: vivemos num p\u00f3s-espa\u00e7o, num lugar que se define como uma anula\u00e7\u00e3o do que o precede, sem entidade pr\u00f3pria, irrelevante, exposto. Vivemos num n\u00e3o-lugar, num tempo morto, \u00e0 espera de n\u00e3o sabemos o qu\u00ea, angustiados e confusos. N\u00e3o confiamos em ningu\u00e9m, dizia eu, ainda n\u00e3o naqueles que reclamam a nossa aten\u00e7\u00e3o da confus\u00e3o de caminhos que se nos abrem, ainda n\u00e3o naqueles que, sobre o descr\u00e9dito dos pol\u00edticos aprisionados em pap\u00e9is fr\u00e1geis, oferecem a aventura simplificada de uma resolu\u00e7\u00e3o sem compromissos, ainda n\u00e3o muito, mas h\u00e1 sinais de que podemos come\u00e7ar a confiar um pouco mais. E isso deve preocupar os actores que continuam, imperturb\u00e1veis, a representa\u00e7\u00e3o, deve preocupar-nos a todos.<br \/>\nMas o cr\u00edtico, antes de se deixar levar por esta dan\u00e7a, tencionava escrever sobre \"El pueblo contra el parlamento\", um interessante estudo sobre o novo populismo espanhol, da autoria do historiador <a href=\"http:\/\/xaviercasals.wordpress.com\/2013\/04\/22\/el-pueblo-contra-el-parlamento-el-nuevo-populismo-en-espana-1989-2013\/\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Xavier Casals<\/strong><\/a> (Barcelona, 1963), autor, entre outras obras, de \"La tentaci\u00f3n neofascista en Espa\u00f1a\" (1998), \"Ultrapatriotas\" (2003), \"Ultracatalunya\" (2007), \"El oasis catal\u00e1n\" (2010), \"Partidos y elecciones en la Catalu\u00f1a del siglo XXI\" (2011), e, embora \u00e0 sua maneira, mais dado a desvios do que a atalhos, mant\u00e9m-se nesta pretens\u00e3o.<\/p>\n<p>Um fantasma assombra a Europa, diz Casals: o populismo. L\u00e1 est\u00e1 ele de novo, pronto a aproveitar a turbul\u00eancia para oferecer a vasta e diversificada gama das suas credenciais como uma solu\u00e7\u00e3o irrecorr\u00edvel. Mas que credenciais s\u00e3o essas? Num ap\u00eandice te\u00f3rico, o autor, que j\u00e1 abordou o fen\u00f3meno populista em Espanha, rev\u00ea, com a ajuda de cientistas pol\u00edticos como Francisco Panizzi e Pierre-Andr\u00e9 Taguieff, os elementos caracter\u00edsticos de um conceito com perfis difusos e capaz de mimetizar facilmente todo o tipo de movimentos sociais. Para Panizzi, o populismo \"est\u00e1 associado a um discurso anti-status quo que simplifica o espa\u00e7o pol\u00edtico atrav\u00e9s da divis\u00e3o simb\u00f3lica entre o povo e o seu outro\", considerando que tanto o \"povo\" como o \"outro\" s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es pol\u00edticas destinadas a consolidar um antagonismo. O populismo estrutura-se, de forma manique\u00edsta, sobre um \"n\u00f3s\" e um \"eles\", espa\u00e7os vazios e preench\u00edveis segundo o \"n\u00f3s\" e o \"eles\". Espa\u00e7os vazios que podem ser preenchidos de acordo com os interesses do momento e entre os quais s\u00f3 h\u00e1 lugar para uma rela\u00e7\u00e3o de confronto. O populismo, portanto, n\u00e3o se refere a uma ideologia espec\u00edfica, mas a uma \"forma male\u00e1vel de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\" e, consequentemente, perfeitamente aceit\u00e1vel para qualquer sector ideol\u00f3gico. Para Taguieff, que, como dissemos, \u00e9 seguido por Casals, existem dois tipos principais de populismo (uma divis\u00e3o metodol\u00f3gica e anal\u00edtica, uma vez que os dois tipos podem obviamente ser misturados): o populismo identit\u00e1rio ou nacional-populista e o populismo protestante. No primeiro, que engloba a nova ultradireita, o \"n\u00f3s\" \u00e9 constitu\u00eddo pelos nativos de uma na\u00e7\u00e3o e o \"eles\" pelos estrangeiros invasores; no segundo, em que o autor inscreve os indignados do 15-M, a divis\u00e3o organiza-se em torno da rela\u00e7\u00e3o conflituosa entre \"os de baixo\" e as \"elites\" pol\u00edticas ou econ\u00f3micas. Em todo o caso, o populismo, segundo o autor, desdobra-se como \"um espelho das disfun\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es dos sistemas democr\u00e1ticos\", como uma resposta simplificada aos d\u00e9fices de credibilidade desses sistemas. Mas, dito isto, uma quest\u00e3o se coloca: este tipo de resposta representa um perigo para a pr\u00f3pria democracia ou, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma recarga de energia necess\u00e1ria para evitar a sua atrofia ou desvaloriza\u00e7\u00e3o? A tese do autor (depois de passar em revista as diferentes posi\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia pol\u00edtica) aponta para a primeira parte da quest\u00e3o, e o cr\u00edtico concorda em partilh\u00e1-la, embora considere que algumas das manifesta\u00e7\u00f5es ou movimentos sociais da hist\u00f3ria mais recente (o 15-M como exemplo), embora reproduzindo modelos e objectivos t\u00edpicos, segundo os crit\u00e9rios utilizados por Casals, de alguns dos tipos de populismo, podem contribuir, mais do que para enfraquecer a democracia, para lhe dar o esp\u00edrito vital de que necessita nestes tempos de pr\u00e1tica minimalista. Nesta linha, o cr\u00edtico considera que a vis\u00e3o que o autor tem da democracia \u00e9 claramente conservadora, limitando o seu exerc\u00edcio a f\u00f3rmulas representativas cl\u00e1ssico-burguesas, sem ter em conta, por exemplo, as vias abertas para uma democracia com maiores n\u00edveis de participa\u00e7\u00e3o ou uma democracia deliberativa, na qual o populismo, pela sua pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o, n\u00e3o teria lugar, j\u00e1 que, citando Ovejero Lucas (\"Idiotas ou cidad\u00e3os? el 15-M y las teor\u00edas de la democracia\"), \"no populismo n\u00e3o h\u00e1 lugar para a delibera\u00e7\u00e3o, para a express\u00e3o contrastada de pontos de vista\". \u00c9 a\u00ed, nessa avers\u00e3o ao debate, \u00e0 procura fundamentada do melhor argumento, que reside, em nossa opini\u00e3o, o grande perigo do populismo, a\u00ed, na simplifica\u00e7\u00e3o manique\u00edsta, e n\u00e3o na hiperdemocratiza\u00e7\u00e3o que alguns movimentos reivindicam.<\/p>\n<p>Mas antes de entrar no debate te\u00f3rico sobre os tipos de populismo e a sua rela\u00e7\u00e3o com a democracia, Xavier Casals fez uma viagem documentada pela Espanha recente, desde o Felipismo decadente do final dos anos 1980, prestes a entrar na sua fase de decomposi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 \u00e0 atual maioria absoluta do Partido Popular, e encontrou duas etapas claramente diferenciadas na evolu\u00e7\u00e3o do populismo espanhol: a primeira, a que chama \"o populismo da abund\u00e2ncia\", decorre entre 1989 e 2003, e os seus protagonistas (Ruiz Mateos, Jes\u00fas Gil e Mario Conde), eficientes contribuintes para a berlusconiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica espanhola, figuram nas anedotas medi\u00e1tico-populistas do pa\u00eds; O segundo, no qual se desenvolveu o chamado \"populismo da escassez e do norte rebelde\", situa-se entre 2003 e 2012, e atrav\u00e9s dele vemos uma prociss\u00e3o de movimentos de protesto como o j\u00e1 mencionado 15-M, agrupamentos pol\u00edticos como Bildu, AGE, Foro Asturias Ciudadano, UPyD, CUP e Ciutadans, ou personagens bizarras como o chamado Sandok\u00e1n de C\u00f3rdoba, compondo um espetro de tal amplitude que s\u00f3 pode ser sustentado como uma unidade numa carater\u00edstica exclusiva: a de se constituir como uma resposta ao parlamentarismo bloqueado da p\u00f3s-democracia. Estamos, pois, perante um populismo el\u00e1stico de grande alcance, que pode englobar tanto o aventureirismo derivado da ambi\u00e7\u00e3o pessoal ou do ressentimento como as posi\u00e7\u00f5es de diferentes graus de soberania que protagonizam o discurso nacionalista da Catalunha do s\u00e9culo XXI, Assim entendido, o populismo, pelo menos em alguns dos seus aspectos, poderia abandonar a sua cl\u00e1ssica considera\u00e7\u00e3o pejorativa e, seguindo o pensador p\u00f3s-marxista Ernesto Laclau (citado por Casals), libertar-se do \"estigma de anti-democr\u00e1tico\" e tornar-se \"o garante da democracia, impedindo-a de se tornar mera administra\u00e7\u00e3o\". Assim entendido, o populismo seria absolutamente necess\u00e1rio e n\u00e3o ter\u00edamos raz\u00f5es para nos preocuparmos com estas derivas que, como vemos, se v\u00e3o consolidando, mas se reduzirmos o conceito, se o centrarmos no seu n\u00facleo simples e urgente, na sua falta de argumentos, no seu manique\u00edsmo, no seu habitat para lideran\u00e7as meramente espectaculares, para aventuras sem contornos definidos, se o fizermos, se o colocarmos a\u00ed, podemos consider\u00e1-lo um perigo para uma conviv\u00eancia c\u00edvica de qualidade e profundamente democr\u00e1tica. Por isso, se o centrarmos a\u00ed, devemos pedir \u00e0queles que ainda est\u00e3o no palco que parem o seu parlamento oco e prestem um pouco de aten\u00e7\u00e3o a n\u00f3s. Todos n\u00f3s e eles podemos ter muito em jogo.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 quase ningu\u00e9m no teatro, mas eles continuam o espet\u00e1culo. Se em algum momento olhassem para o p\u00fablico, aperceber-se-iam da sua solid\u00e3o, mas, possu\u00eddos pela in\u00e9rcia de um velho elenco de pap\u00e9is, sujeitos ao automatismo de uma repeti\u00e7\u00e3o que apenas tentam combater com o pincel largo de uma grandiloqu\u00eancia progressiva, n\u00e3o o fazem.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6433,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cEl pueblo contra el Parlamento. El nuevo populismo en Espa\u00f1a, 1989-2013\u2033. 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