{"id":6182,"date":"2013-10-10T00:00:00","date_gmt":"2013-10-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cecubogroup.com\/?p=6182"},"modified":"2021-04-05T16:33:02","modified_gmt":"2021-04-05T16:33:02","slug":"esclavos-de-nuestros-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/esclavos-de-nuestros-dias\/","title":{"rendered":"Escravos dos nossos dias"},"content":{"rendered":"<p>Num <strong><a href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2013\/sep\/25\/revealed-qatars-world-cup-slaves\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">investiga\u00e7\u00e3o levada a cabo pelo The Guardian<\/a><\/strong>mostra a realidade brutal dos trabalhadores (migrantes) no processo de constru\u00e7\u00e3o das infra-estruturas necess\u00e1rias para o Campeonato do Mundo de Futebol no Qatar em 2022: retirada dos passaportes para evitar a fuga, meses sem sal\u00e1rio, priva\u00e7\u00e3o de comida e bebida, trabalho no deserto, etc. Em pouco mais de um m\u00eas, a embaixada do Nepal (um dos principais pa\u00edses de origem da m\u00e3o de obra) em Doha registou a morte de 44 dos seus cidad\u00e3os por motivos relacionados com o trabalho.<\/p>\n<p>Esta not\u00edcia leva-nos a outro facto assustador: a Confedera\u00e7\u00e3o Sindical Internacional (CSI) alerta para o facto de o n\u00famero de trabalhadores mortos por semana aumentar para uma m\u00e9dia de 12, \u00e0 medida que o trabalho se intensifica, o que significa que, s\u00f3 em trabalho escravo, o Campeonato do Mundo de Futebol ter\u00e1 um custo direto de <strong><a href=\"http:\/\/www.ituc-csi.org\/qatar-2022-world-cup-risks-4000\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">4.000!!! trabalhadores mortos!!!<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no Bangladesh, ap\u00f3s o colapso, em abril \u00faltimo, de um edif\u00edcio que albergava f\u00e1bricas de vestu\u00e1rio de algumas das maiores transnacionais t\u00eaxteis, que causou a morte de mais de 1.125 pessoas, a repress\u00e3o foi duramente aplicada aos protestos que for\u00e7aram o encerramento tempor\u00e1rio de algumas f\u00e1bricas. A dimens\u00e3o dos protestos levou o Governo a ter de recorrer a <strong><a href=\"http:\/\/www.librered.net\/?p=29556\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">paramilitares para controlar as queixas laborais<\/a><\/strong> em algumas das principais zonas industriais. O objetivo \u00e9, evidentemente, intimidar os trabalhadores atrav\u00e9s de coa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (at\u00e9 ao homic\u00eddio), para os levar a renunciar \u00e0s suas reivindica\u00e7\u00f5es e a aceitar o <strong><a href=\"http:\/\/www.luchadeclases.org\/internacional\/asia\/1237-bangladesh-la-tragedia-de-savar.html\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">condi\u00e7\u00f5es de trabalho miser\u00e1veis<\/a><\/strong>. Tudo isto para criar o <strong><a href=\"http:\/\/www.vnavarro.org\/?p=8939\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">quadro operacional adequado<\/a><\/strong> para os gigantes do sector t\u00eaxtil.<\/p>\n<p>Algumas pessoas podem pensar que estes acontecimentos s\u00e3o da compet\u00eancia dos pa\u00edses do terceiro mundo e que n\u00e3o os afectam de todo. Mesmo deixando deliberadamente de lado o facto de a moda e os espect\u00e1culos desportivos serem duas das institui\u00e7\u00f5es mais alienantes (elementos centrais da superestrutura) das sociedades de consumo ocidentais, gostaria de ir ao cerne da quest\u00e3o e n\u00e3o ao \u00f3bvio e flagrante (sem, no entanto, negar o seu car\u00e1cter atroz).<\/p>\n<p>No subcontinente indiano, que est\u00e1 no centro destas duas situa\u00e7\u00f5es (uma vez que a maior parte dos escravos utilizados no Qatar prov\u00eam do Nepal, da \u00cdndia, do Bangladesh e do Sri Lanka), algumas linhas deveriam alertar-nos para as implica\u00e7\u00f5es, para as nossas sociedades, desta evidente primazia do capital sobre o trabalho:<\/p>\n<p><<Lprofunda hipocrisia e a barb\u00e1rie inerente \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o burguesa desvendam-se diante dos nossos olhos, vindo da sua casa, onde assume formas respeit\u00e1veis, para as col\u00f3nias, onde se apresenta nua&gt;&gt;&gt;.<\/p>\n<p>Estas linhas foram escritas por um certo Karl Marx em 1853 no seu <strong><a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1853\/07\/22.htm\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\"><em>Os resultados futuros do dom\u00ednio brit\u00e2nico na \u00cdndia<\/em><\/a><\/strong><em>.<\/em> E levantam uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que temos de enfrentar de frente.<\/p>\n<p>A vari\u00e1vel transversal e constitutiva da nossa posi\u00e7\u00e3o tem de emergir indesculpavelmente do facto de assumirmos que somos <em>trabalhadores<\/em>. E somos assim porque temos de vender a nossa for\u00e7a de trabalho em troca de um sal\u00e1rio. Isto deveria ser indiscut\u00edvel, uma vez que \u00e9 a forma como a grande maioria da sociedade obt\u00e9m o seu rendimento, seja em Espanha, nos EUA ou no Nepal. Neste sentido, acontece tamb\u00e9m que existe um diferencial entre o produto do nosso trabalho e o sal\u00e1rio que recebemos, chamado mais-valia. E, obviamente, o trabalhador querer\u00e1 que essa mais-valia seja o mais pequena poss\u00edvel, enquanto o empregador quer aumentar o seu lucro. H\u00e1, portanto, uma realidade \u00f3bvia em que, de uma forma gen\u00e9rica, se pode dizer que ambas as partes querem ganhar mais, pelo que h\u00e1 um conflito entre elas.<\/p>\n<p>Se tudo isto parece l\u00f3gico, o passo seguinte, enquanto trabalhadores, deve ser o de compreender, assumir e interiorizar que existe uma luta aberta entre o capital e o trabalho e que, em cada ambiente, ela assume diferentes morfologias. Negar que as condi\u00e7\u00f5es de trabalho em pa\u00edses terceiros n\u00e3o influenciam a vida quotidiana \u00e9 estar ancorado a uma conce\u00e7\u00e3o da realidade social que foi destru\u00edda durante d\u00e9cadas pelo avan\u00e7o do capitalismo.<\/p>\n<p>Um facto \u00f3bvio: o apelo permanente ao aumento da competitividade nos pa\u00edses do Norte est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 exist\u00eancia de trabalho escravo ou semi-escravo na periferia.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftn1\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[1]<\/a><\/strong>. N\u00e3o interpretar o facto de a desindustrializa\u00e7\u00e3o ser um elemento central da luta de classes desde meados do s\u00e9culo passado perverte os contornos das lutas mais pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>Vou fazer aqui uma proposta arriscada: tanto a imigra\u00e7\u00e3o como a deslocaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o duas faces da mesma moeda; s\u00e3o um elemento que o capitalismo utiliza para maximizar os lucros e moldar as sociedades. A m\u00e3o de obra migrante (tanto na origem como no destino) tende a carecer (tradicionalmente) de medidas de prote\u00e7\u00e3o colectiva ou associativa, pelo que a capacidade\/interesse de se opor \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do empregador \u00e9 m\u00ednima.  Este facto facilita a chantagem, uma vez que este novo sujeito permite ao capital ter uma dupla alternativa para a redu\u00e7\u00e3o dos custos salariais: ou o recrutamento ilegal (por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3o de obra local); ou a (amea\u00e7a de) deslocaliza\u00e7\u00e3o. Em ambos os casos, o capital tem a capacidade de estabelecer as regras do jogo e de as utilizar em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio.<\/p>\n<p>No entanto, esta realidade tem uma leitura ainda mais sinistra: o trabalho migrante \u00e9 visto pela classe trabalhadora dos pa\u00edses de acolhimento como um inimigo do pa\u00eds de acolhimento.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftn2\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[2]<\/a><\/strong>Conseguiram incutir nos trabalhadores que eles s\u00e3o o inimigo da classe oper\u00e1ria local, como fura-greves que trabalham por sal\u00e1rios abaixo do normal, que n\u00e3o fazem greve e que est\u00e3o sempre ao servi\u00e7o do patr\u00e3o. Portanto, o capital conseguiu algo muito mais terr\u00edvel a n\u00edvel estrat\u00e9gico; conseguiu inculcar que o inimigo da classe trabalhadora local era\/\u00e9 os imigrantes, fracturando e colocando os trabalhadores uns contra os outros.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftn3\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[3]<\/a><\/strong>. O \"racismo oper\u00e1rio\", por assim dizer, \u00e9 a forma perfeita e distorcida do antagonismo social, transformando a luta <em>de<\/em> classe em luta <em>sobre<\/em> classe. Ou, se preferir, a luta <em>sobre<\/em> classes, para a luta <em>intraclasse<\/em>A \"mentalidade capitalista\", uma representa\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca da transposi\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o dos interesses capitalistas na mentalidade da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Esta afirma\u00e7\u00e3o pode levar-nos a um equ\u00edvoco que \u00e9 importante desfazer. Embora o capital tente colocar os trabalhadores uns contra os outros, a sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de extrema toler\u00e2ncia e aceita\u00e7\u00e3o dos trabalhadores estrangeiros, fruto de um misto de interesse empresarial (m\u00e3o de obra mais barata \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o) e de snobismo de classe (desprezo absoluto pelas reac\u00e7\u00f5es chauvinistas do proletariado local). A exist\u00eancia de m\u00e3o de obra mais barata, tanto na origem como no destino, s\u00f3 refor\u00e7a o poder do capital sobre o trabalho. E \u00e9 este ponto que est\u00e1 mais presente hoje, num contexto em que se assiste a um ataque impiedoso ao trabalho, sob o pretexto de necessidades de v\u00e1ria ordem.<\/p>\n<p>Para passar a um terreno menos abstrato, no Estado espanhol temos a \"sorte\" de contar com in\u00fameros exemplos de mecanismos e dispositivos destinados a disciplinar e subjugar os trabalhadores. Gra\u00e7as \u00e0 vigorosa tarefa de agress\u00e3o constante aos direitos e liberdades sociais, a luta de classes \u00e9-nos mostrada na sua vers\u00e3o mais clara e n\u00edtida.  N\u00e3o h\u00e1 necessidade de recorrer a quest\u00f5es metaf\u00edsicas ou transcendentais para mostrar a verdadeira natureza do sistema. \u00c9 uma \"vantagem\" ter uma parte do trabalho feito...<\/p>\n<p>Um caso muito claro e incontest\u00e1vel \u00e9 o da reforma laboral. Desde o in\u00edcio, ela n\u00e3o foi concebida para favorecer a contrata\u00e7\u00e3o, mas para facilitar a demiss\u00e3o. Se isto j\u00e1 \u00e9 terr\u00edvel por si s\u00f3, num pa\u00eds com mais de seis milh\u00f5es de desempregados, n\u00e3o se pode subestimar outro efeito direto e perverso: a modera\u00e7\u00e3o salarial com a consequente perda de poder de compra. O \u00faltimo relat\u00f3rio do Banco de Espanha sobre a aplica\u00e7\u00e3o efectiva da reforma laboral \"aponta para um processo de modera\u00e7\u00e3o salarial um pouco mais intenso, que teria come\u00e7ado j\u00e1 no segundo trimestre de 2012\".<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftn4\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[4]<\/a><\/strong>.\"<\/p>\n<p>E o que \u00e9 que significa modera\u00e7\u00e3o salarial? Bem, em termos realistas, ser mais explorado. Em termos capitalistas, ser mais competitivo. O que se segue n\u00e3o \u00e9 apenas que as pessoas ganhar\u00e3o cada vez menos dinheiro, mas que ter\u00e3o de trabalhar por cada vez menos sal\u00e1rio, de modo a que os investidores estrangeiros compreendam que os custos laborais s\u00e3o t\u00e3o insignificantes que vale a pena instalarem-se aqui e n\u00e3o nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Vejamos um exemplo recente. Mariano Rajoy, na sua \u00faltima visita ao Jap\u00e3o, vangloriou-se do facto de os trabalhadores espanh\u00f3is receberem pouco e apresentou-o como uma vantagem competitiva: \"... os trabalhadores espanh\u00f3is recebem muito pouco.<strong><a href=\"http:\/\/politica.elpais.com\/politica\/2013\/10\/02\/actualidad\/1380735100_491428.html\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\">Na sequ\u00eancia de reformas recentemente acordadas, os custos unit\u00e1rios do trabalho em Espanha est\u00e3o a ter um desempenho muito melhor do que noutros pa\u00edses da UE.<\/a><\/strong>\". N\u00e3o se enganem: os governantes vangloriam-se de terem conseguido tornar a vida dos seus cidad\u00e3os mais miser\u00e1vel em troca da aprova\u00e7\u00e3o do capital. Note-se que este \u00e9 o mesmo argumento que os pa\u00edses em desenvolvimento utilizam para conseguir que as maquilas se instalem nos seus territ\u00f3rios. O que \u00e9 verdadeiramente grave \u00e9 o facto de termos entrado numa din\u00e2mica sem fim \u00e0 vista. A partir de agora, a queda generalizada do n\u00edvel de vida e dos sal\u00e1rios ser\u00e1 constante e progressiva, ou algu\u00e9m acredita que este processo \u00e9 uma medida tempor\u00e1ria resultante das circunst\u00e2ncias? N\u00e3o, de todo. Thatcher nunca teria sonhado que o seu projeto conservador atingiria esta magnitude, e n\u00e3o \u00e9 preciso ser muito inteligente para estabelecer uma linearidade entre o ataque direto aos trabalhadores nos anos 80 e as constantes agress\u00f5es do poder \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Neste esquema, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil vislumbrar um ponto de viragem em que a tend\u00eancia se altere. Nesta espiral descendente, em que trabalhar por 500 euros passar\u00e1 a ser o objetivo de muitos, n\u00e3o \u00e9 despiciendo pensar que h\u00e1 um processo de converg\u00eancia cada vez mais acentuado com os pa\u00edses que at\u00e9 agora t\u00eam sido observados com desd\u00e9m e arrog\u00e2ncia euroc\u00eantrica.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e3o poucos os que v\u00eaem toda esta crise como um elemento necess\u00e1rio para modernizar, tornar a economia de um pa\u00eds mais flex\u00edvel e competitiva, e que os ajustamentos ser\u00e3o apenas tempor\u00e1rios. \u00c9 UMA MENTIRA. Se a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas s\u00e3o desmanteladas a favor das privadas, isso n\u00e3o \u00e9 feito com o objetivo de as tornar um processo revers\u00edvel; se as pens\u00f5es s\u00e3o reduzidas, n\u00e3o voltar\u00e3o a ser aumentadas no futuro; se s\u00e3o estabelecidos quadros laborais agressivos contra os trabalhadores, isso n\u00e3o \u00e9 feito para melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos desempregados; se \u00e9 encorajada a instala\u00e7\u00e3o de empresas que podem decidir sobre a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, isso n\u00e3o \u00e9 feito pelos empregos potencialmente criados.<\/p>\n<p>Tudo isto \u00e9 promovido com o \u00fanico objetivo de estabelecer uma correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ainda mais acentuada, em que o capital domina absolutamente o trabalho. Dois dos principais exemplos do crescimento capitalista da efici\u00eancia e da competitividade s\u00e3o o Qatar e o Bangladesh. Ou seja, escravos e corpos armados para disciplinar o trabalho.<strong><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftn5\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[5]<\/a><\/strong>. Comecemos a pensar se os 500 euros oferecidos hoje n\u00e3o se tornar\u00e3o 450 amanh\u00e3 e 375 depois de amanh\u00e3. E se a repress\u00e3o das reivindica\u00e7\u00f5es laborais n\u00e3o ir\u00e1 evoluir para a supress\u00e3o do direito \u00e0 greve e para a militariza\u00e7\u00e3o de certos sectores da economia. Previs\u00f5es apocal\u00edpticas? O tempo o dir\u00e1.<\/p>\n<p>Em todo o caso, acontecimentos como os acima referidos devem ajudar a encaixar certas pe\u00e7as que, embora pare\u00e7am n\u00e3o estar relacionadas, est\u00e3o perfeitamente interligadas.<\/p>\n<p>E um \u00faltimo \"aviso\": sempre que ouvirem uma apologia da competitividade, n\u00e3o pensem em Silicon Valley, mas sim nas novas e melhoradas formas de explora\u00e7\u00e3o na \u00c1sia.<\/p>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-size: 10px; vertical-align: baseline; font-family: \"open sans\", helvetica, arial, sans-serif;\">\n<hr \/>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftnref1\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[1]<\/a> Um outro passo nos mecanismos de explora\u00e7\u00e3o s\u00e3o as Zonas Econ\u00f3micas Especiais, locais tomados pelo capital dos Estados (com o seu consentimento) onde n\u00e3o existe legisla\u00e7\u00e3o laboral.<strong> <\/strong>e a explora\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrada na sua forma mais crua<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftnref2\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[2]<\/a> A ascens\u00e3o de Le Pen em Fran\u00e7a \u00e9 paradigm\u00e1tica desta situa\u00e7\u00e3o; a transfer\u00eancia de votos dos basti\u00f5es da esquerda oper\u00e1ria para a Frente Nacional foi uma das principais causas da sua ascens\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftnref3\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[3]<\/a> \u00c9 tentador remeter para a famosa frase \"Os trabalhadores n\u00e3o t\u00eam p\u00e1tria\" de <em>O Manifesto Comunista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftnref4\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[4]<\/a> <strong><a href=\"http:\/\/www.bde.es\/f\/webbde\/SES\/Secciones\/Publicaciones\/InformesBoletinesRevistas\/BoletinEconomico\/13\/Sep\/Fich\/be1309-art5.pdf\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\"><em>a reforma laboral de 2012: uma primeira an\u00e1lise de alguns dos seus efeitos no mercado de trabalho<\/em><\/a>.<\/strong> BOLETIM ECON\u00d3MICO DO BANCO DE ESPA\u00f1A, SETEMBRO DE 2013, p. 3<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.cecubo.org\/2013\/10\/esclavos-de-nuestros-dias\/?preview=true&#038;preview_id=1665&#038;preview_nonce=f4e8a086b9#_ftnref5\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: baseline; outline: none; color: rgb(51, 51, 51); text-decoration-line: none;\" title=\"\">[5]<\/a> O chamado \"capitalismo com valores asi\u00e1ticos\": regimes autorit\u00e1rios, sem qualquer ind\u00edcio de democracia, onde o capitalismo pode desenvolver-se com a coniv\u00eancia e os instrumentos de repress\u00e3o e controlo do Estado. Um futuro assustador.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final de setembro, duas not\u00edcias que passaram praticamente despercebidas nos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social ajudam a compreender um pouco melhor a natureza do sistema em que vivemos.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":6437,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Esclavos de nuestros d\u00edas - Cecubo Group<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.cecubogroup.com\/pt\/blog\/esclavos-de-nuestros-dias\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Esclavos de nuestros d\u00edas - 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